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Equipes de resgate e policiais buscam vítimas em hotel afetado por terremoto em Pedernales, no Equador. 19/04/2016 REUTERS/Henry Romero

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Por Ana Isabel Martinez e Julia Symmes Cobb

SAN JACINTO/COJIMIES, Equador (Reuters) - Um forte terremoto de magnitude 6,0 atingiu na noite de quinta-feira a costa do Equador, já vitimada na semana passada por um tremor que matou 587 pessoas e cujos sobreviventes ainda clamam por alimento, água e remédios em partes da região do desastre.

O sismo mais recente aconteceu cerca de 100 quilômetros a norte-noroeste de Portoviejo e a uma profundidade de 10 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Não houve relatos imediatos de danos nem alerta de tsunami.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, disse no Twitter que três tremores secundários foram registrados na noite de quinta-feira, acrescentando "sejam fortes!".

O terremoto avassalador de sábado atingiu a impressionante magnitude de 7,8.

"Estamos tentando sobreviver. Precisamos de comida", disse Galo Garcia, advogado de 65 anos, enquanto esperava em uma fila para receber água de um caminhão em um vilarejo litorâneo do cantão de San Jacinto. "Não há nada nas lojas. Estamos comendo os vegetais que cultivamos".

Uma multidão próxima exclamava "queremos comida".

O governo socialista de Correa, que enfrenta uma tarefa de reconstrução monumental em um momento de perda de arrecadação devido à queda no preço do petróleo no país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disse não haver carência de suprimentos, só problemas na distribuição que devem ser resolvidos rapidamente.

Correa afirmou que o Equador irá aumentar alguns impostos temporariamente, oferecer ativos para venda e possivelmente emitir títulos no exterior para custear a reconstrução após o tremor do sábado.

Ele estimou os danos entre 2 e 3 bilhões de dólares.

(Reportagem adicional de Alexandra Valencia e Diego Ore, em Quito, Yuri Garcia, em Guaiaquil, e Magdalena Mis, em Londres)

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