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Confronto entre polícia espanhola e homem, do lado de fora de posto de votação de referendo de independência da Catalunha, em Tarragona 01/10/2017 REUTERS/David Gonzalez

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Por Sam Edwards e Raquel Castillo

BARCELONA/MADRI (Reuters) - A Espanha pediu desculpas nesta sexta-feira pela violência da repressão policial durante o referendo de independência da Catalunha, em um gesto conciliador tomado no momento em que os dois lados procuram uma maneira de sair da pior crise política desde que a nação reconquistou a democracia há quatro décadas.

O representante do governo espanhol na Catalunha, região responsável por um quinto da economia nacional, fez o pedido de desculpas justo quando o líder separatista catalão parecia recuar de um plano para declarar independência possivelmente já na segunda-feira.

"Quando vejo estas imagens, e ainda mais quando conheço pessoas que foram atingidas, empurradas e até uma pessoa que foi hospitalizada, só posso lamentar e me desculpar em nome das autoridades que intervieram", disse Enric Millo em uma entrevista à televisão.

A polícia espanhola usou cassetetes e balas de borracha para impedir as pessoas de votarem no referendo de domingo, que Madri proibiu alegando ser inconstitucional. As cenas causaram repúdio mundial e insuflaram o sentimento separatista, mas não bastaram para evitar o que o governo catalão descreveu como uma maioria esmagadora de votos "sim".

Momentos antes, uma porta-voz parlamentar catalã disse que o líder do governo regional, Carles Puigdemont, havia pedido para se dirigir aos parlamentares regionais na terça-feira, algo que pareceu se chocar com planos anteriores de pedir uma moção de independência na segunda-feira.

Puigdemont quer falar sobre a "situação política", acrescentou a porta-voz.

O tom mais brando contrastou com comentários anteriores feitos nesta sexta-feira pelo chefe de política externa da Catalunha, Raul Romeva, à rádio BBC, segundo o qual a região levará o debate sobre a separação adiante no Parlamento regional.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, acenou com conversas políticas com todos os partidos para se encontrar uma solução para a crise, abrindo a porta para um acordo que daria mais autonomia à Catalunha -- mas descartou a independência e rejeitou uma proposta catalã sugerindo uma mediação internacional.

As apostas são altas para a quarta maior economia da zona do euro. A Catalunha representa uma grande fatia de seu recolhimento de impostos e abriga unidades de multinacionais como a montadora Volkswagen e a farmacêutica AstraZeneca .

A secessão também poderia alimentar divisões separatista-nacionalistas no resto da Espanha, que justamente neste ano viu a guerrilha basca do ETA depor as armas depois de uma campanha de quase meio século.

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