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Mosquitos Aedes aegypti são vistos em laboratório da Oxitec em Campinas, Brasil 02/02/2016 REUTERS/Paulo Whitaker/File Photo

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Por Julie Steenhuysen

CHICAGO (Reuters) - Os Estados Unidos deram um novo passo em direção à liberação de testes de mosquitos geneticamente modificados na Flórida como um método para reduzir a população de mosquitos que carregam o Zika vírus.

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) disse nesta sexta-feira que testes de campo para avaliar os mosquitos geneticamente modificados da Intrexon não teriam um impacto significativo no meio ambiente. O anúncio acontece enquanto autoridades da Flórida aumentam a pulverização de inseticidas em um bairro em Miami, na Flórida - o primeiro Estado a relatar uma transmissão local do vírus.

As autoridades de saúde da Flórida identificaram 16 casos de Zika disseminados por mosquitos locais e espera-se que ocorram mais.

A unidade Oxitec, da Intrexon, tem trabalhado há anos para começar os testes com os mosquitos na região de Florida Keys para avaliar sua eficácia em reduzir os níveis de mosquitos que transmitem doenças, incluindo Zika, dengue, febre amarela e chikungunya.

A FDA tem revisado a aplicação da Oxitec para o uso de sua tecnologia como uma nova droga animal sob investigação. Suas avaliações ambientais ajudam a liberar o caminho para a empresa começar os testes clínicos em Key Haven, Flórida, o que avaliaria se os mosquitos geneticamente modificados se combinarão com os mosquitos selvagens locais e reduzirão sua população ao longo do tempo.

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