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DOHA (Reuters) - A Fifa buscou apaziguar nesta sexta-feira os temores de abusos de direitos humanos na construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, anunciando planos para um grupo especial que irá monitorar as condições de trabalho.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o Catar, primeiro país-sede árabe do torneio, apoiou a iniciativa. Os esforços para garantir um maior bem-estar para os trabalhadores estão indo na direção certa, acrescentou.

Em comunicado, Infantino afirmou que o grupo de monitoramento liderado pela Fifa será independente e irá incluir representantes da sociedade civil e "acionistas relevantes da Fifa" que irão supervisionar todas as competições.

"No que diz respeito à sua composição, ela será definida nos próximos dias e queremos instaurá-la muito, muito em breve", disse ele a repórteres em Doha após visita de dois dias ao emirado do Golfo Pérsico.

"Temos que fazer com que o que falamos seja realizado e temos que ter pessoas de grande destaque", acrescentou.

Três semanas atrás, a Anistia Internacional denunciou abusos nos preparativos do Catar para o Mundial em um relatório abrangente e com base em testemunhos de 132 trabalhadores envolvidos nas obras.

A Anistia descobriu que operários do Nepal e da Índia tiveram que pagar taxas de recrutamento e viviam em condições insalubres.

        

(Por Reuters Television)

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