Reuters internacional

Por Jonathan Allen e Gina Cherelus

NOVA YORK (Reuters) - Para muitos norte-americanos, bares e clubes noturnos gays serviram durante muito tempo como um lugar de refúgio, livre de cuidados e cheio de almas parecidas distantes de seus parentes, empregadores ou qualquer outra pessoa que possa julgá-los com desaprovação.

Assim, o massacre em uma boate gay na Flórida foi visto como um lembrete chocante da discriminação que ainda podem enfrentar, renovando a causa para marchar pelas ruas da cidade nos eventos do Orgulho Gay que preenchem o calendário de junho.

O que levou Omar Mateen a matar as pessoas que estavam dançando no clube noturno de Orlando, Pulse, nas primeiras horas deste domingo, no tiroteio mais letal na história dos Estados Unidos, ainda está sendo investigado. Mas o pai do assassino disse à NBC News que seu filho passou a ter raiva após ver dois homens se beijando recentemente em Miami.

O presidente Barack Obama, grupos de direitos gays e frequentadores de eventos do Orgulho Gay neste domingo categorizaram as mortes como uma afronta à liberdade civil dos homossexuais, após uma série de sucessos legais, incluindo a decisão há um ano do Supremo Tribunal dos EUA determinando que todos os 50 estados devem permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"Um incidente como este traz o ódio que existe lá fora para o primeiro plano", disse Craig Baldwin, que se juntou a centenas de pessoas em Washington, DC, para o festival anual do Orgulho Gay neste domingo. Diretor de 39 anos de idade da Shakespeare Theater Company, Baldwin estava distribuindo adesivos que diziam "Shakespeare – Meninos beijam Meninos Desde 1592."

"É um lembrete do que temos de fazer para espalhar amor, não ódio", disse. 

Julie Sibbing, 53, sufocou as lágrimas enquanto discutia sobre o tiroteio, dizendo que era importante para ela não perder a parada.

"Há risco nessa vida e não vamos deixar que o ódio vença", disse ela.

"Devemos estar entre a família hoje. Todos estão sofrendo. Acho que hoje todos queremos estar juntos de certa forma."

reuters_tickers

 Reuters internacional