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José Maria Sison, membro exilado do Partido Comunista das Filipinas. 16/07/2007 REUTERS/Michael Kooren/Files

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Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - O governo das Filipinas e rebeldes liderados por maoístas assinaram um acordo de cessar-fogo de prazo indeterminado nesta sexta-feira, como parte dos esforços para encerrar um conflito que dura quase cinco décadas e já matou pelo menos 40 mil pessoas.

O pacto prorroga uma trégua que entrou em vigor no fim de semana para a reunião de Oslo, que começou na segunda-feira e é a primeira sessão de negociação formal a respeito do conflito desde 2011.

"Existe um plano claro para acelerar as negociações de paz", disse à Reuters Jose Maria Sison, fundador exilado do Partido Comunista, que vive na Holanda.

Ele afirmou que o acordo de cessar-fogo inclui um cronograma para conversas sobre reformas políticas, econômicas e constitucionais. As tratativas também delinearam um caminho para a concessão de anistia a prisioneiros políticos.

Os dois lados irão se reencontrar em Oslo no dia 8 de outubro.

A Noruega vem atuando como facilitadora do processo de paz desde 2001. Conversas de paz vacilantes vêm transcorrendo desde 1986.

O novo presidente filipino, Rodrigo Duterte, diz que quer encerrar as guerras de guerrilha tanto com os rebeldes comunistas quanto com os rebeldes muçulmanos, que vêm prejudicando o desenvolvimento econômico do país.

O Novo Exército Popular, que tem 3 mil membros e é a ala armada do Partido Comunista, opera principalmente no leste e no sul das Filipinas.

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