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BATON ROUGE, EUA (Reuters) - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos vai liderar uma investigação sobre um homem negro morto a tiros pela polícia em Baton Rouge, em Louisiana, depois que a família e manifestantes exigiram uma investigação independente, afirmou o governador do Estado nesta quarta-feira.

Cerca de 200 manifestantes se reuniram durante a noite cantando “Mãos para o alto, não atire” e “As vidas dos negros importam” depois que Alton Sterling, de 37 anos, foi alvejado e morto durante uma discussão com dois policiais brancos por volta de 0h30 da terça-feira, disseram autoridades.

O incidente, partes do qual foram capturados num vídeo de um passante, se dá após protestos generalizados nos EUA contra o uso da força mortal da polícia contra minorias em cidades como Ferguson, Missouri, Baltimore e Nova York.

"Eu tenho preocupações sérias. O vídeo é perturbador para dizer o mínimo”, disse à imprensa o governador John Bel Edwards. Ele disse ter falado com a família de Sterling e que eles se juntavam no pedido para que os protestos sejam pacíficos.

A Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça, o FBI e a Procuradoria-Geral vão se juntar à investigação.

Os dois policiais brancos foram identificados como Blane Salamoni e Howie Lake, que foram colocados em licença administrativa, segundo o chefe de polícia de Baton Rouge, Carl Dabadie.

(Por Bryn Stole)

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