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Candidada democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, durante visita a centro de saúde em Miami 09/08/2016 REUTERS/Chris Keane

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WASHINGTON (Reuters) - A campanha da candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, intensificou nesta quarta-feira seu esforço para atrair eleitores independentes e republicanos desencantados com seu rival Donald Trump, dando início a uma ofensiva para conquistar o apoio conservador em sua disputa pela Casa Branca.

A iniciativa de recrutamento da democrata acontece um dia depois de Trump atrair críticas por dizer que os defensores do porte de armas nos Estados Unidos poderiam impedi-la de indicar juízes liberais para a Suprema Corte.

O tumulto entre os republicanos se refletiu em uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira que mostrou que quase um de cada cinco eleitores republicanos registrados quer que Donald Trump desista de concorrer à eleição presidencial de 8 de novembro.

Também nesta quarta-feira, a campanha de Hillary divulgou um site, togetherforamerica.com, para republicanos e independentes que queiram apoiar a ex-senadora. A página lista 50 republicanos e independentes proeminentes que já o fizeram, incluindo a diretora-executiva da Hewlett Packard, Meg Whitman, e Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York.

John Negroponte, ex-diretor de inteligência nacional no governo do ex-presidente dos EUA George W. Bush, e Chris Shays, ex-deputado republicano do Estado de Connecticut, estão entre os que endossaram a democrata nesta quarta-feira.

"Donald Trump me perdeu muito tempo atrás", disse Shays em entrevista ao canal MSNBC. "Ele faz e diz tudo que meu pai e minha mãe me ensinaram a nunca dizer ou fazer. Ele não entende as exigências básicas de ser presidente dos EUA. E, francamente, ele é perigoso."

Ele se une a um coro de republicanos de destaque que estão se distanciando de Trump em meio a uma série de comentários polêmicos.

Na terça-feira, durante um comício, o magnata insinuou que os ativistas do direito às armas poderiam evitar que Hillary coloque juízes liberais na Suprema Corte do país. Sua campanha disse que a fala foi mal interpretada, mas mesmo assim causou reação no campo de sua adversária e entre alguns republicanos.

No início desta semana, 50 especialistas em segurança nacional republicanos assinaram uma carta aberta questionando o temperamento do empresário do setor imobiliário e o classificando como imprudente e desqualificado.

Outros republicanos importantes, como a senadora Susan Collins, do Maine, nesta semana, rejeitaram Trump, mas disseram que tampouco podem apoiar Hillary.

Trump minimizou as deserções e críticas dos republicanos, dizendo se tratar de uma reação nada surpreendente da chamada elite de Washington ao seu ímpeto para mudar o status quo.

(Por Susan Heave)

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