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Ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, durante evento em Roma. 12/10/2016 REUTERS/Max Rossi

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BERLIM (Reuters) - Os líderes de Alemanha, França, Rússia e Ucrânia irão se reunir em Berlim na quarta-feira para debater o plano de paz de Minsk para pôr fim ao conflito no leste ucraniano, atualmente em um impasse, mas autoridades rapidamente minimizaram as expectativas de qualquer avanço.

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, disse que a reunião terá como meta estabelecer um cronograma para eleições na região de Donbass, no leste da Ucrânia, e se concentrar em um desengajamento militar ainda maior.

    Mas o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, falando em Oslo, alertou para que não se tenha "expectativas muito grandes" em relação ao encontro, num momento em que o Kremlin critica a Ucrânia por não respeitar suas obrigações decorrentes do acordo de cessar-fogo de Minsk.

Os combates entre soldados ucranianos e rebeldes apoiados pela Rússia já mataram mais de 9.600 pessoas desde 2014, apesar da trégua acertada em Minsk, capital de Belarus, em fevereiro de 2015 --incidentes de troca de tiros e outros episódios de violência continuaram ao longo de uma linha de demarcação.

    "Estou muito otimista? Sim. Estou muito otimista com o futuro da Ucrânia, mas infelizmente nem tanto com a reunião de amanhã, mas ficaria muito feliz de ser surpreendido", disse Poroshenko.

    As conversas irão acontecer pouco mais de um ano depois de os quatro líderes terem se encontrado pela última vez no assim chamado "Formato Normandia", e tendo como pano de fundo o aumento das tensões entre Rússia, Europa e Estados Unidos no tocante ao papel de Moscou no conflito da Síria.

    Uma fonte do governo alemão disse que a primeira-ministra Angela Merkel e o presidente francês, François Hollande, também irão discutir o conflito sírio com o presidente russo, Vladimir Putin. Ayrault confirmou isso, dizendo que é preciso continuar pressionando a Rússia a respeito da Síria.

    Na semana passada, Merkel afirmou que só fazia sentido coordenar uma reunião com os quatro líderes se houvesse progresso em temas de segurança e política na crise ucraniana.

    Uma fonte diplomática europeia disse que as expectativas não são grandes, mas que é importante manter o diálogo aberto, especialmente levando em conta as tensões crescentes a respeito da Síria.

    (Por Michelle Martin, Andrea Shalal, Andreas Rinke em Berlim, John Irish em Paris, Stine Jacobsen em Oslo)            

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