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Macri faz discurso no Congresso em Buenos Aires. 1/3/2016. REUTERS/Marcos Brindicci

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BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente da Argentina, Mauricio Macri, que venceu as eleições do ano passado em parte devido a promessas de combate à corrupção, negou nesta segunda-feira qualquer irregularidade em conexão com uma empresa offshore nas Bahamas que surgiu em um vazamento de documentos.

Macri estava entre as dezenas de milhares de pessoas ricas e poderosas nomeadas no vazamento de quatro décadas de documentos da Mossack Fonseca, empresa de advocacia sediada no paraíso fiscal do Panamá, que se especializou em montar empresas offshore.

O chamado "Panama Papers" mostrou que ele manteve um segundo emprego como diretor da Fleg Trading, que foi fundada em 1998 e se dissolveu em janeiro de 2009. Parlamentares da oposição exigiram nesta segunda-feira que ele explique seu papel na empresa offshore.

Em uma curta entrevista na televisão para a La Voz, Macri disse que seu pai, o magnata Franco Macri, um dos homens mais ricos da Argentina, havia fundado a empresa através de uma "operação legal".

"Era uma empresa offshore para investir no Brasil, um investimento que finalmente não se completou e no qual eu era diretor", disse. "Não há nada de estranho sobre isso".

O "Panama Papers" foi vazado para mais de 100 organizações de imprensa ao redor do mundo, em cooperação com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (Icij, na sigla em inglês), baseado nos Estados Unidos.

(Por Sarah Marsh; reportagem adicional por Nicolas Misculin)

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