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PARIS (Reuters) - Uma das três mulheres presas por conta de um ataque islâmico frustrado em Paris havia sido “prometida como noiva” a dois homens envolvidos em ataques contra policiais e um padre neste ano, afirmou um promotor de Paris nesta sexta-feira.

As revelações mostram as ligações próximas entre integrantes de círculos radicais islâmicos na França, apesar de eles algumas vezes morarem em partes diferentes do país.

Sarah H., uma francesa de 23 anos, foi presa na quinta-feira junto com duas outras mulheres depois que a polícia iniciou uma operação para encontrá-las, acreditando que elas planejavam um ataque na estação de trem Gare de Lyon em Paris.

As três mulheres estavam sendo seguidas depois que um carro com cilindros de gás ter sido encontrado perto da catedral de Notre Dame no fim de semana. Sarah H. supostamente esfaqueou uma policial quando foi presa. Uma das outras mulheres foi ferida por um tiro. Nem o policial nem a mulher baleada tiveram ferimentos sérios.

Sarah H. “é conhecida pelos serviços de inteligência por ser particularmente associada a movimentos islâmicos”, afirmou o promotor François Molins. “Ela foi previamente noiva de Larossi Abballa, o homem responsável pelo ataque em Magnanville, e Adel Kermiche, que estava por trás do ataque de Saint-Etienne-du-Rouvray”. Abballa foi morto pelas forças de segurança depois de matar um comandante policial e a sua parceira em junho em Magnanville.

As três mulheres estavam determinadas a praticar a “ideologia mortal” do Estado Islâmico, disse Molins, e receberam orientações de integrantes do grupo na Síria.

(Reportagem de John Irish)

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