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Por Patricia Reaney

NOVA YORK (Reuters) - A Noruega desbancou a Dinamarca do posto de país mais feliz do mundo, segundo um relatório publicado nesta segunda-feira que conclamou as nações a promoverem a confiança e a igualdade social para melhorar o bem-estar de seus cidadãos.

As nações nórdicas são as mais contentes, de acordo com o Relatório da Felicidade Mundial de 2017, produzido pela Rede de Desenvolvimento de Soluções Sustentáveis (SDSN), uma iniciativa global lançada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2012.

Os países da África subsaariana, assim como a Síria e o Iêmen, são os menos felizes dos 155 listados no quinto levantamento anual divulgado na ONU. O Brasil ficou em 22º lugar no ranking.

"Os países felizes são aqueles que têm um equilíbrio saudável de prosperidade, tal como é medida convencionalmente, e de capital social, o que significa um grau alto de confiança na sociedade, baixa desigualdade e confiança no governo", disse Jeffrey Sachs, diretor do SDSN e conselheiro especial do secretário-geral da ONU, em uma entrevista.

O objetivo do relatório, acrescentou, é proporcionar mais uma ferramenta para que os governos, os negócios e a sociedade civil ajudem suas nações a encontrar um caminho melhor para o bem-estar.

Dinamarca, Islândia, Suíça, Finlândia, Holanda, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Suécia completaram a compilação dos dez países mais felizes.

Sudão do Sul, Libéria, Guiné, Togo, Ruanda, Tanzânia, Burundi e República Centro-Africana ocuparam as últimas posições.

Sachs disse que os EUA estão recuando no ranking devido à desigualdade, à desconfiança e à corrupção. As medidas econômicas que o governo do presidente Donald Trump vêm tentando levar a cabo irão piorar as coisas, acrescentou.

"Todas elas visam aumentar a desigualdade – cortar impostos da elite, tirar as pessoas dos planos de saúde, cortar (o programa alimentar) Meals on Wheels para aumentar os gastos militares. Acho que tudo que tem sido proposto vai na direção errada", afirmou.

A lista é baseada em seis fatores: produto interno bruto (PIB) per capita, expectativa de vida saudável, liberdade, generosidade, apoio social e ausência de corrupção no governo ou no setor privado.

"Quero que os governo meçam isso, que o discutam, analisem e entendam quando seguiram na direção errada", disse Sachs.

Reuters