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Obama concede entrevista na Casa Branca. 18/10/2016. REUTERS/Carlos Barria

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que a afinidade de Donald Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, é sem precedentes e que ele está preocupado que outros republicanos estejam apoiando posições do candidato presidencial republicano sobre a Rússia.

"A contínua adulação do sr. Trump ao sr.Putin e o grau em que ele parece modelar muitas das suas políticas e abordagens à política do sr. Putin é sem precedentes na política norte-americana", disse Obama em uma entrevista coletiva na Casa Branca ao lado primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.

Ao afirmar que o "sr. Trump raramente me surpreende nos dias de hoje", Obama disse estar muito mais preocupado em ver apoio à posição do candidato sobre Putin e a Rússia por parte de autoridades republicanas, que historicamente eram anti-Rússia.

Historicamente, políticos republicanos adotam ou parecem adotar uma linha mais dura em relação à antecessora da Rússia, a União Soviética, inimiga dos EUA na Guerra Fria.

Obama afirmou que o comportamento da Rússia tem minado normas internacionais e qualquer sugestão de que os EUA têm prejudicado os interesses russos está equivocada.

"Nós pensamos que a Rússia é um país grande, importante, com Forças Armadas que perdem apenas para nós e tem que ser uma parte da solução no cenário mundial, em vez de parte do problema", disse Obama ao lado de Renzi.

"Mas o seu comportamento tem minado as normas internacionais", afirmou Obama, citando "a agressão russa na Ucrânia" e outras ações.

A Rússia foi condenada internacionalmente em 2014 por sua anexação da Crimeia, que pertencia à Ucrânia, e seu apoio a separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.

(Reportagem de Ayesha Rascoe, Jeff Mason e Roberta Rampton)

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