Reuters internacional

Por Jon Herskovitz e Jeff Mason

DALLAS (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou nesta terça-feira os policiais de Dallas, incluindo os cinco mortos em um protesto contra a violência policial na semana passada, por salvar vidas no dia mais mortal para a polícia norte-americana em quase 15 anos.

"Sabemos que a esmagadora maioria dos policiais faz um trabalho incrivelmente difícil e perigoso de maneira honesta e profissional", disse Obama durante homenagem aos policiais mortos. "Eles são merecedores de nosso respeito e não do nosso desprezo."

"E quando qualquer um, não importando suas intenções, coloca todos os policiais como preconceituosos ou intolerantes, minamos aqueles agentes dos quais dependemos para nossa segurança", acrescentou Obama.

O ex-soldado da reserva do Exército norte-americano Micah Johnson, de 25 anos, matou a tiros os policiais em uma emboscada na quinta-feira, após expressar raiva com as mortes recentes de negros cometidas por policiais. Johnson foi morto por um robô carregado de explosivos enviado pela polícia.

Johnson, que era negro, abriu fogo durante uma manifestação em protesto contra os tiroteios policiais da última semana que mataram dois homens negros em Baton Rouge (Louisiana) e nos arredores de St. Paul (Minnesota), nos mais recentes episódios de violência que provocaram um debate mais profundo sobre raça e justiça nos EUA.

"Apesar do fato de que a conduta da polícia foi tema do protesto, apesar do fato de que deve ter havido sinais ou slogans ou cânticos com os quais discordavam profundamente, estes homens e este departamento fizeram seus trabalhos como profissionais."

O antecessor de Obama, o presidente George W. Bush, também fez discurso no salão lotado, onde cinco cadeiras estavam vazias e nas quais foram colocadas bandeiras norte-americanas, em memória dos policiais mortos.

"Às vezes parece que as forças que nos deixam separados são mais fortes do que as forças que nos deixam juntos", disse Bush. "Nós não queremos a unidade da dor nem queremos a unidade do medo. Queremos a unidade da esperança e do carinho."

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