Reuters internacional

Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (E), e vice-presidente dos EUA, Joe Biden, colocam flores em memorial para as vítimas do massacre em uma boate gay em Orlando. 16/06/2016 REUTERS/Carlos Barria

(reuters_tickers)

Por Bernie Woodall e Roberta Rampton

ORLANDO, Estados Unidos (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se encontrou nesta quinta-feira com sobreviventes do massacre numa boate gay e parentes dos 49 mortos no ataque e afirmou que os EUA precisavam agir para controlar a violência armada e lutar contra o que ele chamou de terrorismo produzido localmente.

"Os dois últimos ataques terroristas no nosso país, Orlando e San Bernardino, foram produzidos localmente”, disse o presidente à imprensa. “Nós vamos ter que fazer mais para evitar que esse tipo de evento ocorra. Isso vai precisar de mais do que simplesmente os nossos militares. Vai precisar de mais do que simplesmente a nossa comunidade de inteligência.”

Obama e o vice-presidente Joe Biden chegaram em Orlando, na Flórida, quatro dias depois de um homem armado, nascido nos EUA e se dizendo leal a vários grupos militantes islâmicos, ter realizado o ataque em massa a tiros com mais mortes na história moderna dos EUA.

Os EUA têm tornado fácil demais para pessoas perturbadas ou descontroladas comprarem legalmente armas de grande poder, como o rifle usado no ataque de domingo, disse Obama.

"Eu segurei e abracei” familiares de luto antes de colocar flores num memorial para as vítimas do ataque na boate Pulse, declarou ele. A polícia matou o atirador responsável pelo ataque, Omar Mateen, de 29 anos, cidadão norte-americano, nascido em Nova York, filho de imigrantes afegãos.

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas autoridades dos EUA disseram não acreditar que Mateen tivesse recebido ajuda do exterior. John Brennan, diretor da CIA, disse a um comitê de inteligência do Senado nesta quinta que a agência “não tinha conseguido descobrir nenhuma ligação direta” entre Mateen e militantes.

Um homem e uma mulher casados, também se dizendo leais ao Estado Islâmico, mataram a tiros 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, em dezembro.

reuters_tickers

 Reuters internacional