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Imigrantes haitianos buscam asilo em Tijuana, México. 15/7/2016. REUTERS/Jorge Duenes

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Por Julia Edwards

WASHINGTON (Reuters) - Autoridades de fronteira dos Estados Unidos estão tendo dificuldades para encontrar espaço suficiente para manter centenas de imigrantes haitianos que partiram do Brasil, para onde eles foram depois do terremoto de 2010 no Haiti, mas que decidiram se mudar novamente em meio à recessão e após o fim da Olimpíada no Rio.

De acordo com um e-mail interno da autoridade alfandegária e de proteção de fronteiras dos EUA, mensagem enviada na quarta-feira e vista pela Reuters, um representante em San Ysidro, na Califórnia, relatou que 900 haitianos estavam esperando para cruzar de Tijuana, no México, e pediu que a patrulha de fronteira enviasse falantes de crioulo para traduzir entrevistas com imigrantes.

Detenções de haitianos no sul do México também estão aumentando, onde um número estimado de 500 chegaram na segunda-feira, indicando que o movimento em direção aos EUA poderia crescer quando essas pessoas viajarem para o norte.

Autoridades de fronteira precisam de mais espaço para manter detidos os haitianos que passam pelo processo de entrevistas e que potencialmente buscam asilo quando chegam a San Ysidro e Calexico, na Califórnia, segundo e-mails internos vistos pela Reuters.

Como resposta ao pedido por tradutores, uma autoridade disse que a patrulha de fronteira tinha três agentes que falavam crioulo e afirmou que poderia enviá-los a San Ysidro e Calexico.

Uma outra autoridade com base em Calexico relatou que 100 haitianos estavam sob custódia na sexta-feira, quando “a primeira grande onda chegou”.

Depois de se apresentar para as autoridades e de serem temporariamente detidos, imigrantes podem pedir asilo e podem ser libertados até a data de uma sessão na corte.

A maior parte dos haitianos viajaram para o Brasil, onde eles tinham a vantagem de um programa que os permitia trabalhar lá depois do terremoto, disseram autoridades norte-americanas. Contudo, com o declínio da economia brasileira e o fim dos Jogos Olímpicos, muitos direcionaram o foco para os EUA para encontrar trabalho.

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