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Homem em meio a destroços após ataque aéreo em Aleppo. 11/10/2016 REUTERS/Abdalrhman Ismail

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GENEBRA (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta terça-feira que o plano de cessar-fogo da Rússia não significa que suprimentos chegarão a Aleppo, cidade sitiada do leste da Síria, porque russos, sírios e outros grupos que lutam na localidade ainda não deram garantias de segurança para os agentes humanitários.

O governo da Síria também precisaria reverter a decisão tomada na semana passada de se recusar a permitir a entrada de ajuda humanitária à parte leste da cidade, onde a ONU estima que 275 mil civis e 8 mil rebeldes estão retidos.

"Precisamos de garantias de todas as partes do conflito, não só de um anúncio unilateral de que isso irá acontecer. Precisamos que todos nos deem estas garantias antes que seja imediatamente útil para nós fazermos qualquer coisa significativa", disse o porta-voz da ONU, Jens Laerke.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse que ainda não está claro quanto tempo será necessário para obter as garantias de segurança de todos os lados, inclusive dos combatentes rebeldes.

Na segunda-feira, a Rússia disse que forças russas e sírias vão interromper seus ataques a Aleppo durante oito horas na quinta-feira para permitir que rebeldes e civis saiam da cidade, e deteve todos os ataques aéreos nesta terça-feira, dois dias antes do prazo.

Laerke relatou em um comunicado que a Rússia disse à ONU que o cessar-fogo deverá durar oito horas em mais de um dia consecutivo. "Este foi meu entendimento, isso deveria ser um começo", disse.

         (Por Tom Miles)

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