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Papa Francisco, durante visita em Cesena, na Itália 01/10/2017 REUTERS/Alberto Lingria

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Por Philip Pullella

CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco pediu a executivos de empresas de internet de ponta nesta sexta-feira que usem "seus grandes lucros" para defender as crianças da exploração sexual e de outros perigos espreitando na rede.

O pontífice, que falou em uma conferência em Roma, disse que a Igreja Católica precisa aceitar "perante Deus, as vítimas e a opinião pública" a responsabilidade por seus próprios escândalos de abuso sexual, mas que quer compartilhar as lições que aprendeu.

Discursando a participantes que incluíram representantes do Facebook e da Microsoft, ele disse que os negócios das redes sociais têm que fazer mais do que criar filtros e algoritmos para bloquear conteúdo prejudicial.

O papa de 80 anos se pronunciou contra a disseminação da pornografia extrema, os perigos do sexo virtual entre jovens e entre adultos e crianças e o assédio cibernético, que chamou de "uma verdadeira forma de ataque moral e físico".

Ele disse que "atividades hediondas, ilícitas" como a encomenda e a transmissão ao vivo de estupros e atos de violência contra menores na chamada Dark Web, a internet ilegal, têm que ser detidas.

A conferência organizada pela igreja, chamada Dignidade Infantil no Mundo Digital, foi realizada dois meses depois de um monsenhor ser convocado da embaixada do Vaticano em Washington devido ao fato de o Departamento de Estado dos Estados Unidos ter dito que ele pode ter violado leis contra a pornografia infantil.

Autoridades da igreja foram flagradas em uma série de escândalos em todo o mundo --dois anos atrás o Vaticano levou seu ex-embaixador da República Dominicana, um arcebispo, a julgamento por delitos sexuais com crianças, mas ele morreu antes de se chegar a um veredicto.

A conferência, realizada em uma universidade pontifícia de Roma, reuniu especialistas de empresas digitais, da aplicação da lei, da medicina e do meio acadêmico para debater o assédio virtual, a pornografia e o assédio de pedófilos a crianças.

O papa disse que as empresas de redes sociais têm que investir "uma bela porção de seus grandes lucros" para proteger "mentes impressionáveis".

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Reuters