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MONTPELLIER, França (Reuters) - A polícia da França iniciou uma operação de busca por um suspeito depois de encontrar uma mulher morta em uma abrigo no sul do país onde moram cerca de 60 missionários católicos, mas descartou qualquer relação com o terrorismo islâmico, informou um procurador nesta sexta-feira.

"A essa altura não sabemos dizer exatamente qual foi o motivo do perpetrador, mas o que podemos dizer é que não há ligação, absolutamente nenhuma, com o terrorismo islâmico", disse o procurador de Montpellier, Christophe Barret, aos repórteres.

Forças de segurança foram enviadas ao asilo em Montferrier-sur-Lez, cerca de 10 quilômetros ao norte de Montpellier, no final de quinta-feira, depois que uma mulher que havia sido amarrada e amordaçada se libertou e fugiu do local.

Ao entrar no edifício, a polícia encontrou uma camareira de 54 anos que havia sido esfaqueada várias vezes, disse Barret.

Segundo ele, investigadores encontraram um carro perto da cena do crime que continha uma arma de fogo de mentira e outros materiais que lhes permitiram identificar um suspeito.

"A investigação está se concentrando em um rastro local, o que significa alguém pertencente ao ambiente da casa de repouso", explicou.

A França se encontra em estado de emergência desde uma onda de ataques islâmicos do ano passado. Suspeitos presos na semana passada graças a medidas antiterrorismo vinham planejando realizar ataques no dia 1o de dezembro em pontos turísticos dentro e nos arredores de Paris, relatou uma fonte na quinta-feira.

(Por Jean-Paul Pelissier, Chine Labbe e Emmanuel Jarry)

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