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Manifestantes são detidos pela polícia chilena em Valparaíso. 09/06/2016 REUTERS/Rodrigo Garrido

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SANTIAGO (Reuters) - Um protesto estudantil na capital chilena terminou nesta quinta-feira com incidentes e saque a uma igreja católica, que incluiu a destruição de uma imagem de Jesus, em um novo sinal de radicalização do movimento que exige mudanças profundas no sistema de educação.

No final de uma manifestação pacífica de universitários e alunos do ensino médio, um grupo de homens mascarados entrou na Igreja da Gratidão Nacional, no centro de Santiago, e roubou um quadro de cerca de três metros de Jesus crucificado, para depois destruí-lo na principal avenida da cidade.

"Quero expressar a condenação por parte do governo a este tipo de ato", disse a repórteres o ministro do Interior, Mario Fernández.

"Independentemente de se tratar de um local de culto religioso da Igreja Católica neste caso, o que acabamos de ver é um sintoma muito preocupante do que algumas pessoas estão chegando a fazer em nosso país", acrescentou ele, em seu primeiro dia no cargo depois de substituir Jorge Burgos.

A ação faz parte de um contexto cada vez mais radicalizado do movimento, que nas últimas semanas tem ocupado escolas e até entrou no palácio presidencial.

O chefe de gabinete ministerial disse que a polícia iniciou uma investigação para encontrar os responsáveis, enquanto a Igreja Católica condenou o ato de violência.

(Reportagem de Antonio de la Jara)

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