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Cidade de Stanley, Ilhas Malvinas. 13/06/2012 REUTERS/Enrique Marcarian

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LONDRES (Reuters) - O Reino Unido e a Argentina concordaram em trabalhar juntos pela remoção de medidas que restringem a indústria de petróleo e gás, a pesca e a navegação nas disputadas Ilhas Malvinas, informaram ambos países nesta quarta-feira.

A Argentina reivindica soberania sobre as Malvinas, ilhas conhecidas pelos britânicos como Falklands.

Os dois países travaram uma guerra em 1982 pelas ilhas do sul do Atlântico, administradas pelo Reino Unido, e a questão continua a causar atritos na relação entre os dois países.

Tensões cresceram no ano passado, mas o Reino Unido tem buscado melhorar relações desde que Mauricio Macri assumiu a Presidência em dezembro.

"Em um espírito positivo, ambos lados concordaram em organizar um diálogo para melhorar a cooperação sobre questões do sul do Atlântico de interesse mútuo", informou o comunicado emitido pelos dois países.

"Neste contexto, foi acertado que sejam tomadas medidas apropriadas para remover todos os obstáculos limitando o crescimento econômico e desenvolvimento sustentável das Ilhas Malvinas, incluindo no comércio, pesca, navegação e hidrocarbonetos."

O comunicado foi acertado após uma série de encontros em Buenos Aires entre Macri, a ministra das Relações Exteriores, Susana Malcorra, e o ministro britânico de Estado para Europa e Américas, Alan Duncan.

O Reino Unido informou que as conversas não afetam a questão de soberania e que o país continua claro em seu apoio aos moradores das ilhas.

"O Reino Unido e a Argentina possuem um amplo relacionamento e isto vai além das nossas diferenças", disse Duncan em comunicado.

"É claro para mim que a Argentina está aberta a negócios. As medidas aceitas hoje demonstram que podemos fazer progresso através do diálogo."

A última tensão séria sobre as Malvinas ocorreu em junho do ano passado, quando um juiz federal argentino ordenou a retomada de milhões de dólares em bens pertencentes a mineradoras que operavam nas ilhas.

Segundo o comunicado, ambos lados também irão apoiar um projeto de uso de DNA para identificar soldados argentinos desconhecidos que morreram na guerra e foram enterrados nas Malvinas. Discussões sobre o assunto irão continuar em Genebra, com a presença do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

(Reportagem de Estelle Shirbon)

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