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NAIRÓBI (Reuters) - Ruanda expulsou cerca de 400 burundeses de volta ao seu país, acusando alguns deles de espionagem e alimentando as tensões entre os dois pequenos vizinhos cujas relações pioraram com a crise política no Burundi, disse uma autoridade neste domingo.

É a segunda ocorrência de uma expulsão em cerca de um mês e eleva o número total de burundianos deportados durante o período para pelo menos 1.700.

Uma das pessoas expulsas, um jovem que não quis ser identificado, disse à Reuters que as autoridades ruandesas acusaram alguns deles de espionar para Burundi.

"Fomos acusados de enviados do governo do Burundi mandados para lá para espionar Ruanda", disse ele.

Renée Mukandori, um funcionário local do governo de Burundi, confirmou a expulsão para a Reuters e disse que ela ocorreu na quinta-feira e sexta-feira. Os deportados na maior parte vieram do distrito de Bugabira do norte do Burundi.

Burundi acusou Ruanda de interferir em sua crise política - que envolve confrontos das forças do governo do Burundi com manifestantes e rebeldes que dizem que o presidente violou a constituição por ficar no cargo para um terceiro mandato no ano passado.

Ruanda tem negado as acusações de Burundi.

(Por Elias Biryabarema)

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