Reuters internacional

Por Patrick Rucker

WASHINGTON (Reuters) - O ex-pré-candidato presidencial republicano à Presidência dos Estados Unidos Marco Rubio descartou neste domingo ser o colega de chapa de Donald Trump, mas disse que ficaria “honrado” em ter algum papel para ajudá-lo a chega à Casa Branca. 

Rubio, que confrontou-se amargamente com Trump na brutal corrida pela nomeação presidencial republicana, disse que suas diferenças políticas com o magnata do setor imobiliário são muito grandes para que ele concorra como vice-presidente. 

“Eu não seria a escolha certa para ele”, disse Rubio em uma longa entrevista com o programa “State of the Union”, da CNN. “Donald merece ter um vice-presidente --ele conquistou a nomeação-- e ele merece ter um colega de chapa que abrace mais completamente as coisas as quais ele defende”.

Rubio, um senador da Flórida, encerrou sua tentativa de concorrer à Casa Branca em março, após uma frustrante derrota em seu próprio Estado nas primárias do partido. 

Trump, que praticamente garantiu ser o indicado da convenção republicana em julho, ridicularizou Rubio durante as primárias, dizendo que o então concorrente era um peso-leve na política, apelidando-o de “Pequeno Marco”. 

Rubio, em troca, chamou o empresário de artista da enganação e fez piadas sobre suas mãos pequenas, uma afirmação que Trump considerou tratar-se de um questionamento à sua masculinidade. 

Rubio e Trump diferiram fortemente em questões políticas, com Trump se distanciando de uma abordagem intervencionista favorecida por Rubio, ao passo que o senador criticou a promessa de Trump de banir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

Antes da convenção republicana, que será realizada entre 18 e 21 de julho, Trump tem buscado unificar o partido em torno de sua campanha e ganhar o apoio de outras proeminentes figuras da legenda.

Rubio disse esperar ir à convenção e não descartou fazer um discurso. Ele disse que deseja ser útil à campanha presidencial de Trump porque quer ver Hillary Clinton, a provável candidata do Partido Democrata, derrotada nas eleições gerais de 8 de novembro. 

“Eu não quero que Hillary Clinton seja presidente. Se houver algo que eu possa fazer para evitar que isso aconteça, e que seja útil à causa, eu certamente ficaria honrado em ser considerado para isso”, disse Rubio.

Em outra parte da entrevista, Rubio disse também que se arrependia de ter feito o comentário sobre as “mãos pequenas” de Trump.

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