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WASHINGTON/NOVA YORK (Reuters) - O republicano Donald Trump disse nesta segunda-feira que não emitirá credenciais de imprensa para o jornal The Washington Post, impedindo a publicação de obter acesso à área de imprensa em seus eventos na campanha à Presidência dos EUA.

"Eles não têm integridade jornalística e escrevem erroneamente sobre o senhor Trump", disse a assessoria de campanha em comunicado anunciando a decisão. "O senhor Trump não se importa com uma matéria desfavorável, mas ela deve ser honesta."

A campanha de Trump repetiu as críticas que o candidato fez sobre o proprietário do jornal, Jeff Bezos, que também possui a varejista online Amazon.com.

Não é comum que uma campanha presidencial se recuse a emitir credenciais para organizações de imprensa. As credenciais são necessárias para que repórteres, fotógrafos e outros membros da equipe tenham acesso à área de imprensa, viagens com a campanha e presença em eventos exclusivos para a imprensa, como entrevistas coletivas.

"A decisão de Donald Trump de revogar as credenciais de imprensa do The Washington Post é nada menos que um repúdio do papel da imprensa livre e independente", disse o editor do jornal, Marty Baron, em comunicado.

A campanha de Trump se incomodou com um artigo que apareceu no site do The Washington Post mais cedo nesta segunda-feira, com a manchete "Donald Trump sugere que presidente Obama estava envolvido com tiroteio em Orlando".

A manchete foi alterada para "Donald Trump parece conectar presidente Obama a tiroteio em Orlando" uma hora após sua publicação.

(Por Ginger Gibson e Emily Flitter)

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