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Candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa durante evento dos veteranos de guerra em Charlotte 26/07/2016 REUTERS/Carlo Allegri

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Por Chris Kahn

NOVA YORK (Reuters) - O candidato a presidente escolhido pelos republicanos nos Estados Unidos, Donald Trump, alcançou uma vantagem de dois pontos percentuais sobre a sua rival democrata, Hillary Clinton, de acordo com pesquisa de opinião Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira, na primeira vez que ele lidera desde o início de maio.

Os ganhos de Trump se dão logo depois de ele aceitar a indicação do seu partido para as eleições de 8 de novembro durante a Convenção Nacional Republicana na semana passada em Cleveland, e no momento em que a nomeação de Hillary nesta semana na Filadélfia é marcada por divisões e pela renúncia de uma das principais autoridades do Partido Democrata.

A pesquisa realizada de 22 a 26 de julho registrou que 39 por cento dos prováveis votantes apoiavam Trump, 37 por cento apoiavam Hillary, e 24 por cento não votariam em nenhum dos dois. A pesquisa tem intervalo de credibilidade de quatro pontos percentuais, o que significa que os dois candidatos devem ser considerados como praticamente empatados.

Hillary tinha uma vantagem de três pontos percentuais sobre Trump na sexta-feira, o que também estava dentro da margem de credibilidade.

Hillary tem estado firme à frente de Trump na pesquisa durante a maior parte da corrida presidencial de 2016. As únicas vezes que Trump chegou ao nível de apoio dela foi quando o Partido Republicano pareceu se alinhar com a campanha dele.

No início de maio, Trump, por um período curto, empatou com Hillary depois que os seus últimos rivais pela nomeação republicana desistiram da disputa. Ele teve uma vantagem de 0,3 ponto por cento sobre a democrata em 9 de maio, na última vez em que ele esteve na ponta.

Trump caiu na pesquisa quando entrou numa disputa com líderes partidários sobre comentários que ele fez sobre hispânicos, muçulmanos e imigrantes, mas ele se recuperou neste mês, quando a sua candidatura foi o centro da atenção nacional durante a convenção em Cleveland.

O Partido Democrata espera um efeito similar durante a sua convenção nesta semana na Filadélfia, mas a reunião teve um início difícil: o site Wikileaks divulgou e-mails na sexta-feira que enfureceram muitos votantes que tinham apoiado o rival de Hillary pela nomeação democrata, o senador Bernie Sanders, de Vermont. As mensagens mostravam que autoridades partidárias buscaram maneiras de minar a candidatura dele.

A presidente do Comitê Nacional Democrata, Debbie Wasserman Schultz, anunciou a sua renúncia após a divulgação.

Na segunda-feira, alguns oradores na convenção democrata foram vaiados pelos simpatizantes de Sanders, e centenas de manifestantes foram às ruas para protestar contra a candidatura de Hillary.

Candidatos presidenciais ganham geralmente um reforço na popularidade após as convenções partidárias.

Em 2012, o republicano Mitt Romney teve um salto de cinco pontos percentuais para praticamente empatar com o presidente Barack Obama, depois da sua convenção. Depois do encontro democrata, Obama subiu alguns pontos e alcançou novamente a liderança.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi on-line, em inglês e ouviu cerca de 962 eleitores.

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