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ANCARA/ISTAMBUL, Turquia (Reuters) - A Turquia dispensou quase 1.400 membros de suas forças armadas e encheu o conselho militar com ministros do governo neste domingo, mudanças designadas pelo presidente Tayyip Erdogan para colocá-lo no total controle do exército após uma fracassada tentativa de golpe.

A nova onda de expulsões e a reforma do Conselho Militar Supremo foram anunciadas no diário oficial do governo apenas horas depois de Erdogan afirmar na noite de sábado que pretendia fechar as academias militares existentes e colocar as forças armadas sob comando do Ministério da Defesa.

De acordo com o documento, 1.389 militares foram dispensados por suspeita de relações com o pregador islâmico Fethullah Gulen, acusado pela Turquia de orquestrar um golpe em 15 e 16 de julho. Gulen, que vive em um autoimposto exílio nos Estados Unidos, negou as acusações e condenou o golpe.

A mudança ocorreu após um anúncio na semana passada de que mais de 1.700 militares havia sido desonrosamente dispensados por seus papéis no golpe, que viu uma facção das forcas armadas comandar tanques, helicópteros e aviões de guerra em uma tentativa de tomar o governo.

(Reportagem de Yesim Dikmen e Ayla Jean Yackley)

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