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Candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump. 09/08/2016 REUTERS/Eric Thayer

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Por Grant Smith

NOVA YORK (Reuters) - Quase um quinto dos republicanos registrados dos Estados Unidos quer que Donald Trump desista de concorrer à Casa Branca, de acordo com uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta quarta-feira, refletindo a turbulência que sua candidatura provocou dentro do partido.

Cerca de 19 por cento deles acham que o empresário nova-iorquino do setor imobiliário deveria desistir, 70 por cento creem que ele deveria continuar e 10 por cento dizem "não saber", segundo o levantamento realizado entre 5 e 8 de agosto com 396 republicanos registrdos, com margem de erro de 6 pontos percentuais.

Entre todos os eleitores registrados, cerca de 44 por cento querem que Trump abandone a corrida. Essa cifra se baseia em entrevistas com 1.162 eleitores registrados e tem uma margem de erro de 3 pontos percentuais. Isso representa 9 pontos percentuais a mais do que o apoio à ele para a Presidência visto na última pesquisa Reuters/Ipsos, registrada na segunda-feira.

Os números enfatizam as divisões profundas dentro do Partido Republicano a respeito da candidatura do magnata. Uma série de republicanos proeminentes se recusou a endossá-lo para a eleição presidencial de 8 de novembro contra a rival democrata Hillary Clinton, citando sua retórica incendiária e suas propostas políticas, como a construção de um muro na fronteira com o México e a proibição temporária da entrada de muçulmanos nos EUA.

Trump se viu mergulhado em uma nova polêmica na terça-feira, depois de dizer em um comício que os defensores do porte de armas do país poderiam agir para impedir Hillary de indicar juízes liberais para a Suprema Corte --comentário que sua campanha disse ter sido mal interpretado, mas que o campo de Hillary chamou de "perigoso".

“Se ela puder escolher os juízes dela, não há nada que vocês possam fazer, gente”, afirmou Trump num comício na Universidade da Carolina do Norte. “Porém, pessoal da Segunda Emenda, talvez haja, eu não sei”, continuou. A Segunda Emenda da Constituição norte-americana garante o direito de portar armas de fogo.

Trump já havia desencadeado críticas por se envolver em uma discussão com os pais de um soldado norte-americano muçulmano que morreu no Iraque. Na segunda-feira, a senadora republicana Susan Collins disse que a desavença a levou a anunciar que não irá votar em Trump.

Além disso, 50 especialistas em segurança nacional destacados assinaram uma carta aberta comunicando que não votarão no republicano e dizendo que "lhe faltam caráter, valores e experiência" para ser presidente. Trump desdenhou o grupo, que vê como parte do establishment de Washington ao qual atribui muitos dos problemas do país.

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