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"Não" à iniciativa "No Billag" e "sim" para o Projeto Fiscal 2021: a segunda pesquisa de opinião realizada pelo instituto Gfs.Bern indica que quase dois terços dos eleitores rejeitam a proposta de acabar com as taxas de rádio e televisão na Suíça, mas aprovam a cobrança de impostos federais.

Radiogerät

A iniciativa "No Billag" pede o fim das taxas de rádio e televisão cobradas a todos os lares na Suíça.

(Keystone)

Os resultados mostram que 65% dos entrevistados rejeitam a iniciativa "Sim para o fim da cobrança da taxa de rádio e televisão (No BillagLink externo)", um acréscimo de 5% em relação à pesquisa realizada em janeiro. Ao mesmo tempo, 33% dos entrevistados declaram apoiá-la, representando uma queda de 5%.

SWI swissinfo.ch é o serviço internacional da Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SRG SSR). Parte do seu financiamento também vem das taxas de rádio de televisão.

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O apoio dos eleitores ao Projeto Fiscal 2021Link externo também sofreu uma queda de 5%. Na questão levada às urnas em 4 de março, o governo federal pede aprovação à cobrança de impostos federais e o imposto de circulação de mercadorias por mais 15 anos. Os resultados da pesquisa mostram que 74% dos eleitores vom "sim" e 10%, "não".

Os cientistas políticos do instituto de pesquisa de opinião Gfs.Bern avaliam os resultados como uma aproximação da opinião popular à orientação de voto dada pelo Conselho Federal (o corpo de sete ministros que governa a Suíça) e a maioria do Parlamento federal. A pesquisa foi encomendada pela SRG.

Cenário conhecido

Segundo os cientistas, queda no apoio à iniciativa "No Billag" corresponde a um cenário já observado em outras ocasiões: "Primeiro essas iniciativas despertam simpatia, mas no final o voto é dado com base na fraqueza das suas propostas e temores das consequências delas, no caso de aprovação."

Nos dois casos a mais recente pesquisa mostra uma mudança marcante, especialmente levando-se em conta as simpatias partidárias e também as diferentes regiões linguísticas do país.

Enquanto na parte germanófona da Suíça o grupo contrário à iniciativa passou de 57% a 66%, na parte francófona houve uma redução do 67% a 64%. Na parte italófona o apoio à iniciativa passou de 25% a 48%, enquanto que o grupo contrário caiu de 65% a 48%.

Os analistas avaliam que os eleitores decidiram fazer um voto de protesto, especialmente graças ao apoio dado no cantão do Ticino pelos partidos conservadores Lega dei Ticinesi e o Partido do Povo Suíço (SVP, na sigla em alemão) à iniciativa "No Billag".

Gráfico

Gráfico da pequisa de opinião

Gráfico

A segunda pesquisa de opinião mostrou uma mudança surpreendente: em toda a Suíça não houve praticamente uma mudança da opinião dos eleitores que simpatizam com os cinco maiores partidos do país, com exceção do SVP. O seu eleitorado passou a se mostrar mais reticente com a proposta: se em janeiro 66% deles apoiavam a iniciativa, em fevereiro essa parte caiu para 56%.

A conclusão tirada pelos analistas do instituto Gfs.Bern: "O longo debate em torno da iniciativa deixou de atrair os eleitores e o apoio dado por ele caiu. Geralmente quando isso ocorre com iniciativas, há pouca probabilidade de uma reversão dessa tendência. O mais provável é que ela seja refutada nas urnas em 4 de março.

Sucesso programado

O apoio do eleitor à segunda proposta levada às urnas nesse dia - o Projeto Fiscal 2021 - também aumentou. Elaborada pelo governo federal, ela praticamente não encontrou oposição entre os simpatizantes de todos os diferentes partidos políticos. Somente os eleitores do SVP se mostraram mais céticos, especialmente os que vivem nos centros urbanos, da classe média e entre os aposentados, como identificaram os analistas políticos.

Gfs.Bern afirma que os resultados da segunda pesquisa são apenas um registro momentâneo. "Sob o pressuposto de não ocorrer formação de opinião, o resultado da pesquisa tem de estar de acordo com o resultado da votação. Porém essa afirmação não é validada para os plebiscitos."

A pesquisa

A segunda pesquisa de voto do instituto Gfs.BernLink externo foi encomendada pela SRG, da qual a swissinfo.ch faz parte.

Entre 7 e 14 de fevereiro de 2018 foram entrevistadas 1.400 pessoas, um grupo representativo de eleitores de todas as regiões linguísticas do país. As questões foram realizadas por telefone ou celular. A margem de erro é de +/- 2,7% pontos percentuais.

Por questões de proteção de dados, os analistas não tiveram acesso aos números de suíços residentes no exterior.

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Adaptação: Alexander Thoele, swissinfo.ch

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