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Segurança digital Computadores suíços menos infectados

(Keystone)

Vírus e outros programas maliciosos não residem apenas nas páginas de carácter pornográfico, mas também nas mais inesperadas. Para tornar a navegação mais segura, a fundação suíça Switch limpa a rede de todos os elementos nocivos. Com excelentes resultados, já que os computadores suíços são os menos infectados do mundo.

Na Suíça, às vezes é impossível ter acesso a um site, não só por causa de problemas na conexão ou com os servidores. A página pode ter sido bloqueada intencionalmente para benefício do usuário.

"Em alguns sites se escondem programas maliciosos que podem infectar o computador. As consequências podem ser graves: roubo de informações pessoais, senhas ou bloqueio do sistema informático", explica à swissinfo.ch Michael Hausding, especialista em informática, em Zurique.

"Meu trabalho consiste em bloquear os sites infectados e evitar a propagação de malwares ou outros programas nocivos", continua o colaborador da equipe do CERT (Computer Emergency Response Team) da Switch, a organização que garante o acesso da Suíça à internet.

Embora invisível para o usuário, a atividade do CERT ajuda a tornar a Suíça uma espécie de ilha feliz. De acordo com o último relatório da empresa de segurança informática Panda Security, a Suíça é de fato o país com o menor número de computadores infectados em todo o mundo (ver estatísticas ao lado). "Além do nosso trabalho, também tem o dos principais fornecedores de serviços internet, que informam periodicamente seus clientes sobre as ameaças atuais", diz Hausding.

500 dólares por um ataque

Os métodos para transmitir malwares são muitos, revela Hausding. "Nos últimos tempos aumentou a difusão através dos ‘drive-by-downloads’. Aproveitando-se de uma falha no software de gerenciamento de conteúdo, um código oculto se insere no site, sem alterar sua aparência. Quando o usuário chega à página infectada, o código pode executar no computador vírus e cavalos de Tróia", explica.

Os ataques de tipo "drive-by", responsáveis pela propagação de três quartos dos malwares em circulação, são em sua maioria automáticos e generalizados. "Há empresas que criam roteiros para espalhar códigos maliciosos pela rede por 500 dólares", diz Hausding.

O objetivo dos agressores seria a construção de uma rede de computadores infectados. Quem controla essa "botnet" pode acessar os dados armazenados no sistema ou usar os computadores livres. Por exemplo, para espionar as transações bancárias ou enviar e-mails infectados e spams em grande escala.

"No ano passado houve vários ataques DDoS (Distributed Denial-of-Service) nos sites das Ferrovias Federais Suíças e PostFinance, o banco dos correios. Na prática, o site ou servidor fica fora de uso com um bombardeio de pedidos", diz Hausding.

Contrariamente à opinião popular, os sites de conteúdo pornográfico ou de pirataria (música, filmes, software, ...) não são, necessariamente, os mais perigosos, observa o especialista da Switch. "Programas maliciosos podem ser encontrados em sites de associações, clubes e pequenas organizações. Quem cria o site às vezes usa um software desatualizado ou usa senhas fracas", explica.

Os proprietários dos nomes de domínio não são criminosos. "No entanto, acabam sendo assistentes involuntários dos que controlam as botnets. Por isso, é nosso dever intervir".

Centenas de sites cancelados

O computador de Michael Hausding mostra uma lista de endereços da internet. Relatos de sites suspeitos que empresas especializadas e indivíduos enviam regularmente à Switch. "Em média, recebemos cerca de 50 por semana", diz.

Depois de verificar se as páginas podem realmente infectar um computador, os especialistas do CERT informam o titular ou o administrador do nome de domínio. "Cabe a eles remover o programa malicioso do site. Para os técnicos, é uma operação bastante simples e rápida. Pessoas que entendem pouco de informática procuram nosso conselho", diz Hausding.

Depois de 24 horas, se não obter nenhuma resposta, a Switch desligua todo o domínio. A página web não estará mais disponível. "Se ninguém reage, pedimos que o titular se identifique com um comprovante de residência ou com um extrato do registo de comércio. Em caso de falta de identificação, o nome do domínio é cancelado", diz Hausding.

De janeiro de 2011 a julho de 2012, o CERT cancelou 2828 sites suíços. "Os proprietários do domínio costumam reagir rapidamente. Muitas vezes ter o site bloqueado significa perder dinheiro", observa Hausding, acrescentando, sem citar nomes, que importantes empresas suíças também foram contaminadas.

Particularidade suíça

O processo de combate aos malwares adotado na Suíça é único no mundo, ressalta o especialista. "A Suíça é o único país onde existe um quadro jurídico claro e definido. A revisão de 2010 da portaria relativa aos endereços no setor das telecomunicações nos permite precisamente bloquear os nomes de domínio".

Na Suíça, a pessoa que registra o site é responsável por ele. Em outros países, são os fornecedores de acesso (hosting). "É uma característica importante já que um terço dos 1,7 milhões de domínios suíços está hospedado em servidores no exterior", observa Hausding.

Antes de ir embora, pergunto a Michael Hausding se ele pode verificar o estado de saúde da swissinfo.ch. Todos os sinais do programa de análise estão verdes. O site é seguro e não esconde nenhum malware. Pelo menos por hoje.

Switch

A fundação, com sede em Zurique, é responsável de criar, promover e proteger a tecnologia de informação e comunicação para o meio universitário.

Fundada em 1987, ela também administra a nomenclatura dos sites suíços (.ch) e do Principado de Liechtenstein (.li).

Os nomes de domínio (endereços dos sites) administrados são cerca de 1,7 milhões.

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Segurança

32% dos computadores em todo o mundo estão infectados com malwares (vírus, worms e cavalos de Tróia), indica a empresa de segurança digital Panda Security em seu último relatório trimestral (abril-junho de 2012).

A Suíça é o país com o menor número de computadores infectados (18,4%). Os mais afetados são a Coréia do Sul (57,3%), China (51,9%) e Taiwan (42,9%).

A lista também inclui: Espanha (33,3%), Estados Unidos (30%), Itália (29,8%), França (28,4%), Portugal (27,6%), Japão (27%), Alemanha (22,6%) e Grã-Bretanha (21%).

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Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch


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