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Serviço secreto


Suíça identifica 400 terroristas potenciais no país


O Serviço Federal de Inteligência (FIS) monitora a atividade na mídia social de cerca de 400 terroristas potenciais, de acordo com seu último relatório.

Markus Seiler, chefe do Serviço Federal de Inteligência (FIS), apresenta seu último relatório na segunda-feira, 2 de maio. (Keystone)

Markus Seiler, chefe do Serviço Federal de Inteligência (FIS), apresenta seu último relatório na segunda-feira, 2 de maio.

(Keystone)

O terrorismo derivado do jihad continua sendo uma grande ameaça para a Suíça, e para a Europa, como mostram os recentes ataques em Paris e Bruxelas, disse Markus Seiler, diretor do FIS.

A Suíça não é o principal alvo das organizações jihadistas, disse Seiler, numa conferência de imprensa realizada segunda-feira em Berna. O serviço de inteligência suíço se preocupa essencialmente com os ataques que podem ser lançados por indivíduos ou pequenos grupos com ferramentas simples e um mínimo de logística.

Pausa

Até agora, o FIS registrou 73 indivíduos que deixaram a Suíça para ingressar em grupos terroristas. No entanto, não há relato de nenhuma atividade desde o início de 2016, o que sugere uma possível pausa.

Desde o início deste ano, 12 pessoas que voltaram para a Suíça depois de participar em atividades terroristas estão sendo processadas. O Ministério Público se ocupa de 60 casos gerais, de acordo com o relatório.

Dificuldades

No mês passado, três cidadãos iraquianos foram condenados à prisão por crime de terrorismo pelo Tribunal Penal Federal, de Bellinzona. As autoridades disseram na segunda-feira que estão analisando a maneira de como tratar os terroristas depois que cumprirem suas penas na prisão, em poucos anos.

A atitude que prevalece até agora, de acordo com Seiler, é de trata-los como cidadãos comuns após a libertação. No entanto, eles devem ser sujeitos a um controle especial por meios legais.

O ministro da Defesa, Guy Parmelin, também fez referência à ameaça do terrorismo jihadista e se pronunciou a favor de um novo serviço de inteligência e acompanhamento das leis, que os suíços devem votar em breve.

Seiler disse ainda que seria necessário mais recursos policiais para aumentar o serviço de monitoramento atual.

swissinfo.ch com agências

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