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Quinta Suíça


Uma rede para dar voz aos jovens suíços no estrangeiro




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Eles estão espalhados pelo mundo, mas possuem exigências comuns. Os jovens suíços residentes no exterior buscam entre si as respostas às próprias necessidades. E superam os obstáculos geográficos com o uso do “ parlamento em rede”, cujos instrumentos de trabalho são as redes sociais, o Skype e o voto via internet.

O grupo que criou, em 13 de agosto de 2015, em Genebra, o Parlamento dos Jovens Suíços do Estrangeiro. (zVg)

O grupo que criou, em 13 de agosto de 2015, em Genebra, o Parlamento dos Jovens Suíços do Estrangeiro.

(zVg)

A primeira deliberação do Parlamento dos jovens suíços no exterior (PJSE, sigla em português) foi a eleição de um comitê que represente seus interesses, promova as reivindicações e coordene as atividades. Os recém-eleitos são 13. Todos moram em vários cantos do mundo. Eles saíram de uma lista com 17 nomes.

O PJSE lhes deu mandato em 18 de outubro, numa votação “online”. A data é simbólica pois é a mesma da realização da 50-° eleição da Confederação. Ela serviu para ressaltar o sentimento de raízes que, profundamente, os liga com a terra natal, explica Davide Wüthrich, um dos idealizadores desta iniciativa e recém-eleito no PJSE.

Os 13 eleitos em 18 de outubro de 2015:

Europa: Timothy Foreman (17 anos, República Tcheca); Marie Lingl (17, França); Guido D'Auria (21, Itália-Suíça); Davide Wüthrich (27, Itália-Suíça); Edoardo Trebbi (22, Itália); Lis Zandberg (19 anos, Holanda); Wanja Kaufmann (19, Suécia).

América do Norte: Samuel Cremieux (16, EUA); Michael Valente (16, Canadá).

América do Sul: Laura Derrer (19, Chile); Francisca Espinoza (17, Chile).

África: Najib Bourkhis (20, Tunísia).

Oceania: Ryan Cooper (19, Austrália).


Entretanto, este laço com a pátria corre o risco de arrebentar. Os jovens da Quinta Suíça sentem-se pouco prestigiados. Os mais de 750 círculos de suíços no exterior nem sempre satisfazem as necessidades das novas gerações e que, por isso mesmo e quase sempre, e desertam das iniciativas.

Network sob medida para os jovens

Entre alguns jovens, nasceu a semente de um projeto cívico de tomar as rédeas das próprias vidas, através da criação de uma associação que satisfaça as exigências contemporâneas, num mundo globalizado. O objetivo é ter uma rede que permita a estes suíços, que crescem longe do país, a possibilidade de trocas de ideias e informações, a compartilhar experiências, a realização de projetos. “ Graças a esta conexão, podemos unir pessoas que, muito provavelmente, nunca iriam se conhecer”, observa Davide Wüthrich. Este parlamento pretende desenvolver políticas para a juventude. Mas ele não pertence a partido algum. “ Absolutamente, não queremos que se transforme numa plataforma de propaganda política”, alerta Davide Wüthrich. 

Ao contrário, o parlamento deve ser um meio de comunicação e expressão para “ manter os jovens suíços no exterior informados sobre as possibilidades e modalidades de votos, sensibilizando-os para a democracia helvética”, afirma este representante da nova geração, residente na Itália, mas preparando uma tese de doutorado no Politécnico federal de Lausanne.

O organismo é administrado, em autonomia, pelos jovens. O PJSE não pretende ser uma oposição aos clubes helvéticos e à Organização dos suíços no exterior (OSE) mas, sim, um elo para estreitar os laços de união entre os dois órgãos históricos. “ O objetivo é termos um nosso representante no Conselho dos suíços no exterior”, conhecido como o “ parlamento da Quinta suíça”, precisa Wüthrich.

Jovens suíços abrem portas na Itália

O primeiro “parlamento de jovens expatriados” nasceu no outono do ano passado, na Itália, com o nome de União Jovens Suíços. " Eles se organizaram bem, possuem representantes em todas as regiões do país e estão realizando um trabalho fantástico, com muita dedicação, seriedade e entusiasmo”, revela Daniel Bijsterbosch, responsável pelo serviço de jovens da OSE.

A qualidade do trabalho convenceu ainda a Conexão Suíça, organismo que reúne todos os círculos helvéticos da Itália. Ele não apenas reconheceu o UJS como também incluiu o presidente dos jovens no próprio comitê. A experiência deles, sem dúvida, foi um forte incentivo para a fundação do PJSE, adotada por um grupo de jovens no estrangeiro e participante de um seminário, por ocasião do Congresso anual dos suíços no exterior, em agosto passado, em Genebra.

De fato, por um lado, os resultados obtidos na Itália serviram para motivar os jovens suíços no país ao lançamento de um movimento mundial. Por outro lado, eles apontaram aos coetâneos e conterrâneos, residentes em outros países, a direção de uma nova estrada.

Crescimento estimulante

Um dos objetivos do Comitê do PJSE vai ser a criação de parlamentos de jovens suíços em vários países. O calendário prevê a fundação na Inglaterra, em novembro, e de outro no Chile, em janeiro do ano que vem. Os pressupostos são prometedores. A abertura da página de Facebook, em 17 de agosto, com 15 inscritos, registra uma adesão constante de jovens suíços distribuídos em todo o mundo. Atualmente, os membros do PJSE somam quase 300. 

A progressão contínua do número de participantes é um sinal positivo. Ele reforça a motivação dos promotores e recém-eleitos, garante Davide Wüthrich. Até porque uma das grandes dificuldades é a de localizar os jovens suíços espalhados pelo mundo.

Facebook e Skype permitem uma comunicação instantânea e reuniões aos membros do parlamento e de seu comitê mesmo que estejam distantes, nos quatro cantos do planeta. Porém, em primeiro lugar, é preciso que os potenciais participantes tomem conhecimento da existência desta plataforma.

Mesmo com todo o otimismo, a missão não é simples, reconhece Davide Wüthrich. Do seu ponto de vista, as atividades paralelas dos jovens parlamentares e a instituição dos PJSE nos países irão acelerar o crescimento da rede.

Cooperação com os jovens conterrâneos em casa

A chave do sucesso está na realização de “projetos duradouros e não em ações ocasionais”, ressalta Daniel Bijsterbosch, indicando, com segurança, a filosofia que inspira o comitê. Certamente, os recém-eleitos arregaçaram as mangas, sem perda de tempo.

Há uma semana uma delegação participou dos trabalhos da Conferência dos Parlamentos Jovens suíços. O mosaico de jovens parlamentares municipais, regionais e “cantonais” se juntou aos seus compatriotas no exterior, dando impulso a uma espécie de efeito catalizador, capaz de facilitar e reforçar os laços e as relações das novas gerações helvéticas, dentro e fora do país.

Informações

O Parlamento dos Jovens suíços no exterior (PJSE) é apartidário e aberto a todos os cidadãos helvéticos residentes ou que tenham vivido no estrangeiro, pelo menos, por 10 anos. Eles devem também ter idades entre os 15 e 35 anos. O estatuto afirma que “ se esforça a favor das exigências dos suíços no exterior e almeja dar o apoio para a formação política, além da participação nas ações determinantes do processo político e nas realizações sociais dos jovens suíços no exterior”. 

O Comitê do PJSE possui 13 pessoas, eleitas pelos membros do parlamento, para um mandato de dois anos.

Quem tiver direito ao voto pode expressar duas preferências: uma pelo candidato do próprio continente e outra pelo candidato de um outro continente.

Em linha de princípio, o Comitê deve ser composto por representantes de todos os continentes. Porém, a primeira eleição registrou a ausência de candidatos residentes na Ásia.


Adaptação: Guilherme Aquino

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