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Suíços em Portugal


Bem-vindos à casa de Félix Otto


Por Marta Gregório, Porto, Portugal


A Casa do Grilo de Félix Ott, no Alentejo. (swissinfo.ch)

A Casa do Grilo de Félix Ott, no Alentejo.

(swissinfo.ch)

Tem nacionalidade suíça mas passou a infância em África e palmilhou as grandes cidades do mundo para prestar apoio na construção de feiras internacionais. Contudo, foi num pedaço de Terra ao pé de Serpa que Félix Ott encontrou a sua verdadeira casa e decidiu mudar de vida. “Tal como quando se encontra a pessoa certa”.

 A tábua inscrita com Vale de Milhanos indica que estamos no Alentejo profundo, algures no concelho de Serpa, prestes a chegar à habitação de Turismo Rural de Félix Ott.

 Félix recebe os visitantes com o sorriso rasgado dos melhores anfitriões e os olhos brilhantes do orgulho que nutre pela sua casa. É que em cada recanto do "Cantar do Grilo" respira-se Alentejo.

"Toda a casa foi construída com materiais da zona", diz com os seus grandes braços abertos. E o aroma a madeira cortada não engana: apesar do conforto visível que o "Cantar do Grilo" proporciona aos seus hóspedes, o contacto com a natureza está nas paredes, nas portas e, claro, na mesa de refeições. "O nosso dia-a-dia começa às seis da manhã e, depois de fazermos o controlo da casa e de limparmos a piscina, preparamos um pequeno-almoço para os hóspedes com produtos alentejanos".

Mudar de país, mudar de vida

É esta a rotina de Félix e da sua esposa Sonja desde há quatro anos, altura em que decidiram recuperar as ruínas que estavam no lugar da sua casa de turismo de habitação. Das primeiras vezes que visitou as terras lusas, "comecei por vir passar férias mas rapidamente pensei em mudar-me para ca. Primeiro pensei no Norte mas o tempo e muito parecido com o da Suíça", conta entre risos. "O Algarve e muito turístico e também nunca gostei muito de grandes cidades. O Alentejo permite-me levar a vida de que eu gosto. Visitei este sítio e gostei".

Apesar das suas raízes suíças, Félix teve uma infância feliz numa África com muita liberdade, mar e sol. "Estive 16 anos no Gana mas depois o meu pai acho melhor eu ter a minha educação na Suíça". De regresso `a Europa, Félix cumpriu três anos de serviço militar e estudou engenharia de construção. "Viajei muito enquanto trabalhei na construção de Feiras Internacionais. Visitei o mundo todo menos a Antártica, a América do Sul, a Austrália e a Nova Zelândia". Não obstante o sucesso profissional, "sempre pensei que quando chegasse aos 50 anos ia desligar o cabo da tomada e mudar de vida", revela.

Acordar na Casa do Grilo

Proveniente da parte norte de Zurique, Félix sempre dispensou o reboliço urbano e as barreiras materiais que separam o Homem da Natureza. Quando projectou a Casa do Grilo, certificou-se que a habitação seria permeável a Natureza que a rodearia.

“Todas as divisões da casa têm uma abertura para o exterior. Até as casas de banho. Os hóspedes podem estar na cama e ver a paisagem e podem ir para o exterior sem passar pelo meio da casa”.

swissinfo.ch



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