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Luta contra o tabagismo Tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas por ano

São necessárias ações urgentes para salvar vidas, reforçando o monitoramento para combater a dependência do tabaco. É o que afirma o relatório global 2017 da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a epidemia de tabaco. Gráfico mostra que os suíços fumam mais do que os brasileiros.

Mão segurando um cigarro

O consumo de tabaco mata milhares de pessoas por ano.

(Keystone)

Como o relatório global é publicado a cada dez anos, a OMS constata que foram feitos progressos desde 2007. Atualmente mais 60% da população mundial é protegida por medidas eficazes de luta antitabaco recomendadas pela OMSLink externo.

Mas a indústria do tabaco continua a dificultar os esforços dos governos para aplicar plenamente as intervenções que salvam vidas e permitem economias, afirma o relatório.

“No mundo inteiro, os governos não devem perder tempo para integrar todas as disposições da Convenção da OMS para a luta antitabaco em seus programas e políticas nacionais de luta contra o tagagismo”, declara o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Eles também devem tomar medidas autoritárias contra o comércio ilícito de tabaco, que exacerba a eipidemia mundial de tabagismo e as consequências nos planos sanitário e socioeconômico”, acrescenta.

O diretor da OMS diz ainda que “trabalhando juntos, os países podem evitar que, todo ano, milhões de pessoas morram de doenças ligadas ao tabagismo e assim economizar bilhões de dólares por ano em despesas de saúde e em perda de produtividade”.

O relatório da OMS publica dados de 2005 sobre a porcentagem de fumantes adultos na maioria dos países. swissinfo.ch escolheu publicar os dados de alguns países:

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Gráfico

Gráfico

Atualmente, 4,7 bilhões de pessoas no mundo são protegidas por por pelo menos uma das seis medidas recomendadas pela Convenção da OMS. São 3,6 bilhões a mais do que em 2007. quando do precedente relatório.

Esse progresso é devido à aplicação pelos governos das medidas elaboradas pela OMS em 2008 e conhecidas pelas iniciais MPPOWER:

Monitor: controlar o consumo de tabaco e as políticas de prevenção;

Protect: proteger a população contra a fumaça do tabaco;

Offer: oferecer ajuda aos que querem deixar de fumar;

Warn: advertir para os perigos do tabagismo;

Enforce: proibição da publicidade do tabaco, do patrocínio, etc.

Raise: aumentar o preço do tabaco.

A implantação dessas medidas permitiram evitar milhões de mortes potencias e de economizar bilhões de dólares nos últimos 10 anos, afirma o relatório. Mesmo assim, 10% das mortes no mundo devem-se ao tabagismo.

Mesmo os países com recursos limitados podem controlar o consumo de tabaco e fazer campanhas de prevenção, produzindo dados sobre o consumo de jovens e adultos, promovendo a saúde e economizando receitas para o serviço público, afirma o relatório da OMS.

Ele denuncia as táticas da indústria do tabaco como exagerar sua importância econômica, desacreditar fatos científicos confirmados e recorrer a procedimentos judiciários para intimidar governos. "As interferências da indústria do tabaco nas políticas públicas constituem um obstáculo mortífero ao progresso da saúde e do desenvolvimento em numerosos países", lamenta Douglas Bettcher, diretor na OMS do Departamento de Doenças Não Transmissíveis (NCD). "Mas controlando e bloqueando essas atividades, podemos salvar vidas e semear os grãos para um futuro sustentável para todos", acrescenta.

Com 7 milhões de mortes por ano, o consumo de tabaco é a primeira causa evitável de mortalidade no mundo. Seus custos econômicos também enormes, estimados em 14 trilhões de dólares em saúde e perda de produtividade.

O relatório da OMS sobre a epidemia mundial de tabagismo 2017 é publicado em paralelo ao Fórum da ONU para o desenvolvimento sustentável, em Nova York.

A luta antitabaco é um elemento essencial do Programa de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

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