O transporte oferecido pelo sistema ferroviário, pelos ônibus de longa distância e pelo local na Suíça está, de uma forma geral, entre os melhores do mundo.

Os visitantes estrangeiros e os residentes no país se acostumam rapidamente com o uso do  transporte público suíço. Na Suíça, é perfeitamente possível viver sem carro, ao contrário do que se verifica em alguns outros países.

Não pensem que os suíços não dirigem. Existem no país cerca de  4 milhões de automóveis rodando por suas estradas. Por outro lado, a cooperativa "Mobility", iniciada em 1997, teve sucesso sem precedentes na Suíça. Maior  do que em qualquer outro país do mundo.

Trens

Em média, o suíço faz 47 viagens de trem por ano. Realmente, é o  povo que mais usa o transporte ferroviário em todo o mundo, só perdendo para os japoneses. Para as estatísticas oficiais sobre transporte e circulação, na Suíça, consulte o site do Departamento Federal de Estatísticas.

A densa malha ferroviária do país  é operada pela Companhia Suíça de Trens (SBB/CFF/FFS) e por ferrovias independentes de bitola estreita, as quais fornecem serviços regionais e locais, tais como as Ferrovias Réticas (RhB) nos Grisões (Graubünden).

Os grandes viadutos e túneis ferroviários da linha Albula/Bernina, nos Grisões - leste do país - se tornaram uma atração turística em si, tendo sido premiados com o título de patrimônio da humanidade, em 2009. A mais alta estação ferroviária da Europa se localiza no espetacular pico  Jungfraujoch, do Oberland Bernês, a uma altitude de 3.454 metros.

Estrada para os trilhos

Suíça e os Alpes, em geral, integram o eixo Norte-Sul de transporte na Europa. Um grande volume de tráfego rodoviário atravessa os Alpes. Para diminuir os congestionamentos e reduzir o impacto ambiental, o governo suíço adotou política visando transferir para os trilhos o tráfego pesado de carga das estradas de rodagem.

O "rodotrem" transporta caminhões através da Suíça  desde a cidade de Freiburg, no sul da Alemanha, até Novara, no norte da Itália. O novo túnel de Lötschberg, dos Alpes bernenes até o cantão do Valais, foi aberto em 2007. Os trens de passageiros e comerciais utilizam o túnel intensamente e há muitos pedidos para aumentá-lo para duas pistas. 

Os operários furaram o túnel básico do Gotthard em outubro de 2010. Ele deve ser aberto ao uso em 2017 e vai reduzir tempo de viagem entre Zurique e Milão. Trens de alta velocidade para a carga e os passageiros poderão utilizar o percurso.

Ônibus dos Correios

Antes do advento das estradas de ferro, as diligências eram responsáveis pelo transporte de passageiros e dos correios pelos Alpes. Até hoje, os Correios Suíços operam um serviço de ônibus de longa distância, cobrindo rotas de montanha e estradas rurais não servidas por ferrovias.

Os ônibus e trens formam uma rede completa, cobrindo toda a Suíça, com uma tabela de horários nas paradas dos "ônibus dos Correios" cuidadosamente interligadas com os horários de todas as conexões ferroviárias. As grandes cidades são servidas, igualmente, por ônibus e bondes. Navios e barcos efetuam serviços regulares em muitos dos lagos e rios suíços.

A Suíça possui ainda um grande aeroporto localizado em Kloten, nos arredores de Zurique. É servido pela companhia aérea Swiss International Air Lines, sucessora do empresa aérea nacional, Swissair, e agora uma subsidiária da Lufthansa. A Suíça possui outros importantes aeroportos como o de Cointrin, nas proximidades de Genebra, e Euroairport, na Basileia, ambos ocupando parcialmente o território francês. Berna e Lugano também têm pequenos aeroportos.

swissinfo.ch