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Empresas portuguesas ao encontro da Suíça Um novo Portugal dá-se a conhecer aos suíços

Estão a ser desenvolvidos novos contactos entre algumas empresas portuguesas e suíças, incentivados pela Câmara de Comércio Luso-Suíça através das viagens por si organizadas. 

Equipa da Dimscale que mostrou na Suíça o projeto arch innovation. 

(Divulgação)

Aproveitando a ida de alguns empresários à Suíça, conversámos com José Ferreira, da Arch Innovation, e com Celina Andrade, da Room 2 fit, que integraram esse grupo,  procurando saber as suas impressões da experiência mas, também, compreender quais os desafios que o mercado suíço coloca e, desta forma, olhar para as relações comerciais entre os dois países.

Perspectiva Histórica

As relações entre Portugal e Suíça têm sido caracterizadas principalmente pelo fluxo migratório português em direção à Confederação Helvética, desde a década de sessenta até aos dias de hoje, que, devido à crise económica, desde 2009 tem vindo a aumentar novamente, após um período de estagnação durante os finais dos anos 90 até ao início de 2009. Em 2013 foi atingido um valor record com a entrada de 13 mil portugueses no país, tornando-se, dessa forma, a 3ª comunidade estrangeira mais representativa no país, segundo dados da Secretaria de Estado da Economia (SECO).Link externo

Oportunidades em Portugal

Quando confrontada com a questão das oportunidades de investimento em Portugal, Celina não hesitou em indicar que a região do Porto oferece várias oportunidades na área turística. No entanto,  salienta que Portugal neste momento, “ é um Pais com grandes oportunidades de investimento”.

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Primeiros contactos

Para ambas as empresas, esta viagem foi o primeiro contacto com o mercado suíço, demonstrado uma elevada expectativa quanta à continuidade das relações comerciais no futuro.

Para José Ferreira, da Arch InnovationLink externo, “a experiencia foi muito positiva. As reuniões agendadas permitiram receber um conhecimento do mercado Suíço e avaliar, conjuntamente com essas mesmas empresas, o interesse do projecto que estamos a desenvolver.”, apesar de não terem sido firmado acordos, essencialmente porque este projecto se encontra em fase de lançamento, os contactos foram estabelecidos com perspectiva de negócios futuros, tendo sido esta a primeira vez que estabeleceram contactos efetivos na sua área de atuação, arquitectura e materiais de construção.

A equipa da  Room 2 Fit também manteve contato com empresas suíças.

(41191872)

No caso de Celina Andrade, da Room 2 FitLink externo, “esta experiência foi muito positiva, prometendo novos desafios e sobretudo abrindo a possibilidade de explorar um novo mercado.”, destacou a responsável desta empresa que se dedica à produção de interiores, para hotéis e residências. Os contactos estabelecidos foram com duas empresas sugeridas pela Câmara de Comércio Luso-Suíça.

As viagens da Câmara de Comércio Luso-Suíça

O papel desempenhado pela Câmara de Comércio Luso-SuíçaLink externo é essencial para que as relações comerciais entre os dois países se desenvolvam. Para os empresários portugueses, estarem associados à CCLS, permite-lhes uma entrada mais credível na Suíça, ajudando-os a identificar oportunidades de negócio e parcerias mas, também, a vencer as barreiras culturais.

As perspectivas

A Room 2 Fit, após estes primeiros contactos estabelecidos, encontra-se a apresentar orçamentos e propostas para fornecerem artigos de decoração para hotéis. Segundo Celina Andrade, “na nossa atividade, há um longo processo de orçamentação e negociação até à assinatura de uma encomenda”,  salienta.

Após esta experiência, José Ferreira identificou no mercado de materiais e soluções para construção e decoração de habitações, existir, “campo para crescimento no mercado suíço para empresas portuguesas que se posicionem no mercado da diferenciação de produto.”, aconselhando, contudo, uma abordagem realista.

A existência de concorrência de empresas locais e, também, de austríacas e alemãs no mercado suíço, particularmente na área hoteleira,  não desmotiva a Room 2 Fit porque acreditam disponibilizar um serviço mais competitivo e global.

Embora estejam optimistas, ambas as empresas têm consciência de que é necessário reforçar os laços que criaram e conseguirem realizar um primeiro negócio para que possam definitivamente marcar presença neste novo mercado. No entanto, têm a percepção de que os suíços requerem um esforço adicional para que seja captada a sua confiança, apesar de, uma vez alcançada, julgarem que se manterão clientes por um longo período.

Desafios suíços

Na opinião de ambos, a Suíça coloca alguns desafios às empresas pelas suas especificidades legais e pela postura conservadora dos suíços em geral.

 José Ferreira identificou algumas barreiras em alguns produtos disponibilizados pela Arch Innovation devido necessitarem de “homologações locais e adequações técnicas à legislação e condições de utilização locais”.

Celina Andrade não se defrontou com nenhuma dificuldade, do ponto de vista legal, mas reconhece que o conservadorismo será um desafio, tal como reconhece José Ferreira, acrescentando que “exigirá muita persistência”.

Contudo,  em relação à percepção que os suíços têm de Portugal, neste caso específico sobre as empresas e produtos, as perspectivas de ambos seguiram em direções opostas

Na opinião de Celina Andrade, existe uma “conotação negativa em relação aos portugueses e às empresas portuguesas”. Facto que não é corroborado por José Ferreira porque assume a existência de “uma apetência local pela arquitetura e design português, que pode ser potenciada”. 

Estamos no momento de reconstruir as relações entre Portugal e Suíça e estas viagens podem ser um factor crucial para que os dois se possam se aproximar e derrubar algumas imagens pré-estabelecidas.

Relações Comerciais entre os dois países

Segundo dados da SECO, Secretaria de Estado Economia, as trocas comerciais permanecem num nível baixo, 0,4% do total das exportações suíças. As áreas mais fortes continuam a ser os produtos farmacêuticos, as joias, maquinaria e relojoaria. Do lado português, destacam-se as joias, automóveis e aviões, têxteis e vestuário e produtos agrícolas.

Ainda segundo a SECO, os investimentos suíços em Portugal ascendiam a 1,7 mil milhões de CHF, no final de 2012. Representando mais de 8800 postos de trabalho, colocando a Suíça como na 8ª posição de país investidor em Portugal.

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