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Universidades suíças têm 17% de estrangeiros

Estudantes de vários países participam de cursos na Universidade de Zurique.

(Keystone)

Instituições de ensino superior na Suíça têm maior quantidade de estudantes estrangeiros do que universidades alemãs, francesas e americanas.

Ao mesmo tempo, menos jovens que começam um estudo superior na Suíça do que a média dos países da OCDE.

Trata-se de uma boa notícia para os acadêmicos da Suíça: as universidades do país são atraentes para estudantes estrangeiros.

Essa é a avaliação trazida pelo Departamento Federal de Estatísticas (OFS), no seu último estudo comparativo sobre o ensino superior.

Em relação às universidades dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento, Econômico (OCDE), que congrega os 30 países mais desenvolvidos do mundo, as instituições suíças têm a maior percentagem de estudantes estrangeiros: 17%. Na Alemanha, eles são apenas 9% do número total; na França, 7%, e nos Estados Unidos, 4%.

Segundo a OFS, os resultados positivos explicam-se por várias razões. Uma delas seria a proximidade das instituições de ensino das regiões fronteiriças. Ao mesmo tempo, existe uma grande quantidade de estudantes que nasceram e cresceram na Suíça, mas mantiveram a nacionalidade dos países de origem da família. Eles correspondem à 28% dos estudantes estrangeiros.

Porém a razão mais forte para justificar a atratividade do ensino superior na Suíça seria, segundo o órgão federal de pesquisas, o número elevado de intercâmbios entre as universidades suíças e instituições de ensino estrangeiras.

"Na Suíça chegam mais estudantes estrangeiros do que saem estudantes suíços para estudar no exterior. O país tem um saldo de intercâmbio de 6,5% e ocupa, assim, o primeiro lugar no mundo. Logo depois vem a Austrália (5,5%) e a Grã-Bretanha (4,6%). Os Estados Unidos têm também um saldo positivo de 1,5%".

Em comparação com dados da OECD, Suíça têm poucos estudantes

Além da quantidade de estrangeiros nas universidades suíças, o Departamento Federal de Estatísticas (OFS) ainda comparou o número de escolares que inicia um estudo superior na Suíça com os números de outros países.

Um, em cada três jovens suíços que terminam o 2o grau, começa um estudo superior (29%). Nos países da OECD essa média é mais elevada: 44% dos jovens com diploma do ensino médio entram numa universidade.

As maiores taxas encontram-se na Finlândia (71%) e Nova Zelândia (70%). Acima da média suíça encontram-se também a França (37%), Áustria (33%) e Alemanha (30%).

Para a OFS, a posição inferior da Suíça em relação a outros países desenvolvidos explica-se pelas grandes diferenças dos seus sistemas educacionais.

"Enquanto que na Suíça as escolas profissionalizantes fornecem uma formação altamente qualificada, nos outros países esse tipo de educação é dispensada, em grande parte, nas universidades", explica o comunicado distribuído pela OFS.

Além do comunicado, a OFS informa que seu novo site especializado em assuntos educacionais já está online. Dentre os temas abordados destacam-se a comparaçaõ entre o sistema de ensino superior na Suíça e outros países, além de dados gerais sobre a educação no país.

swissinfo com agências

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