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CARACAS (Reuters) - A Venezuela ordenou nesta quarta-feira a saída de 43 pessoas da prisão, dando por encerrada uma série de libertações relacionadas à “violência política”, em uma medida considerada insuficiente por opositores e por um grupo de defesa dos direitos humanos.

O grupo desta quarta-feira é o terceiro que deixa o cárcere após o presidente Nicolás Maduro ser reeleito em 20 de maio e anunciar um gesto de “pacificação” para o país.

    Opositores, no entanto, criticaram a decisão, alegando não se tratar de liberdade plena, e nem incluir todos os presos políticos venezuelanos, que calculam ser entre 300 e 400. O governo rejeita este número.

    “É um efeito simbólico, não verdadeiramente efetivo contra o tema da perseguição por motivos políticos”, afirmou o advogado Gonzalo Himiob, diretor da organização não governamental Fórum Penal. O que se exige, disse, “é uma anistia para todos”.

    Desde dezembro mais de 200 pessoas receberam benefícios de libertação, destacou a jornalistas a presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Delcy Rodríguez.

    Antes das libertações desta quarta-feira, o governo havia dito que os beneficiados eram 79, mas durante o dia Rodríguez e o procurador-geral, Tarek Saab, disseram que em dezembro também foram libertadas 115 pessoas.

    Grupos de direitos humanos afirmaram que somente 39 entre os primeiros libertados eram presos políticos e que eles não receberam liberdade plena, e sim condicional, porque a maioria deve se apresentar todo mês a tribunais, não pode sair do país e não pode dar declarações a veículos da mídia e nas redes sociais.

Entre os libertados no começo do mês estava um grupo que havia sido detido por estar supostamente vinculado a um incidente ocorrido em Caracas em abril, no qual um deputado opositor ficou gravemente ferido.

(Reportagem de Vivian Sequera)

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