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"Esperamos que fiquem aqui muito tempo"

Da erquerda para a direita: Cacilda Trani (governanta), Helena Fernandes (arrumadeira) e Abdel Gatgout (porteiro)

Tem gente que gostaria ver Cristiano Ronaldo e outros estão perto dele todos os dias. Dentre essas pessoas privilegiadas estão os funcionários do Hotel Beau Rivage, em Neuchâtel. Três deles falam da sua experência com a seleção portuguesa.

Afora a delegação portuguesa, ninguém pode entrar no hotel Beau Rivage. Ninguém, menos os funcionários do hotel: Helena Fernandes, Cacilda Trani e Adel Gatgout.

Eles até causam inveja. "Meu marido, que é grande torcedor de Portugal, gostaria de estar no meu lugar" sorri Helena Fernandes.

Como vocês vivem a experiência de ter como clientes os jogadores de uma das melhores equipes da Eurocopa?

Abdel Gatgout: Muito bem! A delegação não demorou muito para se sentir à vontade, como em casa e esse era nosso objetivo. Todo mundo é sorridente e visivelmente satisfeito com a qualidade de nosso serviço. Tudo corre, portanto, como esperávamos.

É diferente da clientela habitual?

Cacilda Trani: Não há diferença. Como com qualquer outro cliente, temos de manter uma certa distância. É verdade, vivemos todos juntos, se posso dizer assim, mas eles não devem sentir nossa presença. É verdade que eles vivem no hotel em permanência e se sentem mais em casa do que outros clientes. A partir daí, o comportamento deles é o mesmo dos outros clientes. Mas, insisto, temos de manter uma certa distância.

Não é intimidante estar perto de gente tão famosa? Não se encontra Cristiano Ronaldo todos os dias...

Helena Fernandes: É, um pouco. Ao mesmo tempo, eles nos colocaram rapidamente à vontade também. Se bato na porta e tem alguém dentro (ler na coluna à direita), me dizem: "entre, não se preocupe, faça como de costume". Eles cooperam, são agradáveis e simples.

Abdel Gatgout: Alguns clientes habituais às vezes são bem mais complicados...

Vocês têm oportunidade de falar com eles?

Abdel Gatgout: Aconteceu com alguns membros do pessoal. Nós sabemos que se falamos com eles, não haverá qualquer problema, mas não devemos fazê-lo. Eles estão entre eles e falam entre eles.

O que vocês sentiram quanto souberam que a seleção portuguesa tinha escolhido Neuchâtel?

Cacilda Trani: Fiquei muito orgulhosa, sobretudo porque são meus compatriotas.

E no dia da chegada, com milhares de pessoas que os esperavam?

Abdel Gatgout: Muita emoção. Preciso confessar que gosto muito de futebol...Víamos as pessoas pelas janelas e foi impressionante.

Cacilda Trani: Não pensava que haveria tanta gente e que esperariam por eles tanto tempo. Sentimos o calor daquela gente até dentro do hotel.

Vocês podem pedir autógrafos?

Abdel Gatgout: Não. E não faltam pedidos. Recebemos vários, mas os jogadores estão aqui para descansar e não podem ser solicitados como quando estão em público. Mais uma vez, fazemos tudo para que eles se sintam bem aqui e acho que é o que está acontecendo.

A presença da seleção dá mais trabalho do que habitualmente?

Cacilda Trani: Não. A taxa de ocupação do hotel (red: 55 dos 66 quartos) é mais ou menos a mesma de sempre. Só os horários mudaram um pouco. Em contrapartida, tivemos muito trabalho de preparação, principalmente dos horários de trabalho.

Vocês querem que eles continuem na competição e fiquem aqui?

Os três: Sim, é muito motivante e uma experiência magnífica.

Pascal Hoffer, L'Express de Neuchâtel

Ah! esses rumores ...

Vocês sabiam que, para relaxar depois dos treinos, Cristiano Ronaldo costuma voltar a pé para o hotel, acompanhado de um técnico assistente. Ele também já foi visto jogando golf em St-Blaise, pertinho de Neuchâtel. Um dia desses, a seleção esteve numa discoteca de Neuchâtel...

Os rumores correm tão rápido quanto Simão. "Ouço pelo menos um todo dia", sorri Thomas Maschler, diretor do Beau Rivage. Ah! parece que Scolari teria proibido qualquer presença feminina nos andares quando os jogadores estão nos quartos... Tomas Maecheler dá um grande sorriso.

"Primeiro, o sr. Scolari não intervém nesse tipo de assunto. Não sei de onde vem esse boato, mas talvez se explique porque a delegação pediu que nenhum membro do pessoal, homem ou mulher, circule pelos corredores quando os jogadores estão nos quartos, simplesmente para preservar a tranqüilidade, particularmente durante a sesta, evitando ruídos como aspiradores ou portas que se fecham. Como esse pedido é sobretudo dirigido às mulheres da limpeza, talvez a noção "mulher" tenha se sobreposto ao princípio da tranqüilidade.

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