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Dudamel em jogo da Venezuela contra o Uruguai pelas eliminatórias 6/10/16 REUTERS/Andres Stapff

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CARACAS (Reuters) - O técnico da seleção de futebol da Venezuela, Rafael Dudamel, pediu nesta quinta-feira ao presidente Nicolás Maduro para que “pare as armas”, em meio a uma onda de violentos protestos da oposição que deixaram ao menos 67 mortos.

Dudamel falou à mídia, visivelmente angustiado, após o histórico triunfo de sua seleção venezuelana sub-20 sobre o Uruguai, que permitiu à equipe alcançar a final do Mundial da categoria, disputada na Coreia do Sul.

“Por favor, parem já as armas”, disse o ex-goleiro de 44 anos.

“Hoje a alegria nos foi dada por um menino de 17 anos e ontem morreu um de 17 anos. Presidente: paremos já as armas, porque estes meninos que saem às ruas querem somente uma Venezuela melhor, como querem estes meninos da seleção”, acrescentou.

Na quarta-feira, um adolescente foi morto em meio a uma forte repressão das forças de segurança. Segundo o Ministério do Interior e Justiça, Neomar Lander morreu quando manipulava um morteiro de fabricação caseira, mas deputados opositores asseguraram que o jovem foi atingido no peito por uma bomba de gás lacrimogêneo.

Acostumados a dissentir, opositores e apoiadores do governo celebraram nas redes sociais o triunfo da seleção.

A Venezuela irá jogar sua primeira final da história no domingo, contra a Inglaterra. Até o momento, o maior êxito de uma seleção de futebol venezuelana foi o quarto lugar na Copa América de 2011.

(Reportagem de Diego Oré)

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