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"Segredo bancário não protege o terrorismo"

(swissinfo.ch)

O ministro suíço das Finanças, Kaspar Villiger, reagiu a uma entrevista do chanceler britânico, Gordon Brown, à Rádio BBC, em que deu a entender que a Suíça não fazia todo o necessário na luta contra o financiamento do terrorismo. Villiger confirmou que contas bancárias de afegãos estão sendo investigadas mas que, até agora, nenhuma ligação foi encontrada com o nome de Oussama Ben Laden.

« O segredo bancário suíço não protege terroristas nem organizações criminais. Nesses casos, a colaboração judicial é automática e toda conta suspeita é automáticamente bloqueada ».

A luta contra o financiamento do terrorismo é discutida por ministros e chefes de Estados da União Européia (UE). A Suíça não é membro da UE mas é habitualmente pressionada devido o segredo bancário. Foi novamente o caso, desta vez em função do terrorismo.

Legislação é das mais estritas

Em entrevista à Rádio BBC, em Londres, o chefe da diplomacia britânica, Gordon Brown, deu a entender que a Suíça não fazia todo o necessário contra o financiamento do terrorismo. O ministro suíço das Finanças reagiu imediatamente, lembrando que a legislação bancária suíça é uma das mais estritas da Europa.

O presidente do Banco Central suíço (BN), Urs Roth, declarou que « Brown talvez não conheça a lei suíça ... em que as medidas de identificação da clientela são muito estritas ».

Villiger disse também que vigora um embargo contra o Afeganistão desde outubro do ano passado e que foram bloqueados os haveres de 170 cidadãos afegãos. Também foram bloqueadas contas de alguns bancos afegãos com montantes entre 600 e 700 mil francos, segundo o ministro suíço.

Depois do atentado, foi destacada uma unidade especial da polícia federal para investigações financeiras e os bancos assinalaram várias contas suspeitas. As investigações continuam mas, até agora, é mantido o bloqueio de uma única conta.

swissinfo com agências

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