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6,5% dos trabalhadores suíços são pobres

Mãe solteira na Suíça: esse grupo é um dos que mais corre riscos de cair na pobreza. Keystone

Em 2002, o número dos trabalhadores entre 20 e 59 anos que se encontram nessa categoria passou para 220 mil.

Este conteúdo foi publicado em 06. junho 2003 - 08:25

O crescimento do seu número é provável, se a situação econômica na Suíça não melhorar.

O custo de vida é tão alto na Suíça, que a pobreza começa quando uma pessoa tem uma renda inferior a 2.200 francos suíços (1.689 dólares). Uma família de quatro pessoas, que no final do mês e juntando todos seus salários tenha apenas 4.300 francos suíços (3.301 dólares) no bolso também é considerada pobre. Esses são cálculos baseados nas estatísticas de 2002.

"Working Poor" é uma expressão inglesa para denominar pessoas que, apesar de trabalharem ou terem renda, são pobres. Na Suíça calcula-se a existência de 220 mil "Working Poor". Como eles vivem, em grande parte, em famílias, conclui-se que existem muito mais pessoas atingidas pela pobreza.

Segundo os dados publicados no início da semana pelo Departamento Federal de Estatísticas, os 220 mil "Working Poor" vivem em 149 mil famílias, com 505 mil membros. Destes, pouco menos da metade são crianças: 219 mil.

As mulheres são as mais atingidas

Na parte francesa da Suíça e no Tessin, a parte italiana, o grupo de pobres em relação à população ativa é um pouco maior do que na Suíça de expressão alemã: 8,3% (Suíça francesa e Tessin) e 7,7% (Suíça alemã).

7% das mulheres trabalhadores é considerada também "Working Poor", pois muitas vezes elas dividem seu tempo entre as obrigações do lar e um trabalho em tempo parcial. Esse é o caso de mães solteiras, uma situação muito comum na Suíça.

Crianças podem trazer pobreza na Suíça

Na população ativa entre 30 e 39 anos, idade onde se encontram muitos pais jovens, a quota de pobreza é de 7,8%. As pessoas que criam seus filhos sozinhas, como as mães solteiras, correm mais riscos de cair na pobreza do que aquelas que moram sozinhas - 18,9% dos pais solteiros são pobres e apenas 5,4% das que vivem sozinhas.

A mesma regra vale para os casais. O risco de pobreza aumenta em relação à quantidade de crianças que a família tem. Famílias numerosas, com mais de três crianças, estão fortemente representadas no grupo dos "Working Poor": 15,7%.

Os estrangeiros também estão bem representados nas estatísticas do "Working Poor": enquanto que 5,4% dos suíços faz parte desse grupo, o número de estrangeiros trabalhadores pobres é o dobro: 10,9%. Isso ocorre devido às deficiências na formação escolar e profissional aos baixos salários baixos de setores como o de serviços e gastronomia, tradicionalmente ocupado por estrangeiros.

Perspectivas não otimistas

Entre 1992 e 1995, o número de pessoas consideradas "Working Poor" era de 5%. Depois de 1996, esse número estabilizou na casa dos 6%.

O Departamento Federal de Estatísticas acredita que a atual crise econômica na Suíça possa aumentar o número de trabalhadores, que apesar dos salários em francos suíços, uma das moedas mais estáveis e valorizadas no mundo, vivem como pobres no paraíso.

swissinfo com agências

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