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A maior feira de relógios e joias do mundo

Décimo aniversário de um modelo da marca suíça Zenith, fotografado na feira de Basileia Reuters

A crise financeira diminuiu as exportações e foi comentada por todos os representantes da indústria de relógios e de joias na abertura da Baselworld. A maior feira mundial do setor esstá aberta de 18 até 25 de março na Basiléia.

Este conteúdo foi publicado em 19. março 2010 - 12:41

O evento não perdeu o glamour, e os números de fevereiro e março sinalizam a retomada dos negócios para o setor.

“Foi um ano difícil para a indústria”, disse Jacques Duchêne, presidente do comitê dos expositores da Baselworld. No ano passado, as exportações de relógios suíços diminuíram 22,3% e somaram CHF 13,2 bilhões. Desse total, 48% representam a Asia; 34% vieram da Europa; 16% da América e o restante da África e Oceania.

“Os números de janeiro e fevereiro sinalizam uma melhora”, disse François Thiébaud, presidente do comitê de expositores suíços. De acordo com Thiébaud, as exportações aumentaram 2,7% em janeiro, num total de 975,8 milhões de francos. “Esperamos crescimento também para março”, salientou.

Com ou sem crise, o setor de relógios conta com 592 expositores – 292 são suíços. Há relógios para todos os gostos – e bolsos. As novas tecnologias, o luxo e os arrojados designs ocupam 61,7% da mostra.

De volta ao clássico

De acordo com os expositores suíços, a recente crise influenciou na criação das novas coleções. “Há um retorno ao estilo clássico, com modelos menores e com utilização de outros materiais, como titânio e cerâmica”, disse Thiébaud.

Não parece que muita coisa mudou. Os estandes continuam luxuosos, e as peças exibem a qualidade que a feira exige. Segundo alguns expositores, há um controle da organização do evento no sentido de manter a boa qualidade das peças em exposição. Isso inclui uma vigilância não só quanto à criatividade das joias, mas também quanto à qualidade das pedras e do material utilizado. Assim, um expositor pode ser convidado a se retirar da feira, caso não mantenha no padrão exigido pelos organizadores. Não basta pagar o estande, é preciso fazer a diferença.

Cada expositor paga cerca de 380 francos por metro quadrado, mas este valor inclui apenas o espaço. A montagem e toda a decoração fica por conta de cada empresa. Há estandes com aquários, cascatas, sem contar iluminação e outros efeitos especiais, que fazem da feira uma espécie de parque de diversões de luxo.

Circular pelos 160 mil metros quadrados de exposição é como passear num shopping de luxo. Marcas como Chopard, Dior, Patek Philipe, Rolex, entre outras, exibem seus produtos em vitrines que valorizam cada detalhe de suas peças.

De olho nos emergentes

Os bons números de 2010 ainda são vistos com reservas por alguns empresários. Há o receio de que a crise que atinge alguns países europeus – Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha – possa contaminar de alguma forma o mercado europeu. “A Europa é nosso principal mercado, mas é preciso olhar outros mercados, como os emergentes”, disse o francês Jean Marc Garel.
“Nosso foco é o mercado dos países emergentes e temos inclusive um escritório em São Paulo para isso”, disse Lore Buschen, do comitê de Hong Kong, que ocupa 6.500 metros quadrados na feira de Basileia.

O representante dos expositores alemães, Alfred Schneider, considera que mais de 70% das suas exportações destinam-se à Europa, mas não perde de vista outros horizontes. “ São mercados importantes para nós Hong Kong, Japão e China”, explicou.

Para a empresária brasileira Kelly Amorim, da Carla Amorim, a feira deve trazer bons negócios. “Já iniciamos contatos com empresas inglesas, turcas, portuguesas e espanholas. E acho que a feira é uma referência internacional”, disse. Na nova coleção, homenageiam os 50 anos de Brasília. Além da Carla Amorim, outras duas empresas brasileiras participam da mostra: a Vianna e a Brumani.

Lourdes Sola, swissinfo.ch, Basileia

Mais informações

A Baselworld pode ser visitada até 25 de março, em Basileia (noroeste), das 9 às 18 horas. No último dia, a exposição fecha às 16 horas.

O ingresso custa CHF 60. O ingresso para todos os dias do evento custa CHF 150.


A mostra tem 160 mil metros quadrados e apresenta peças de 1915 expositores de 45 países.

Dos expositores, a maior parte é de europeus (1221). Os asiáticos ficam em segundo lugar, 525, norte americanos (89) e outros países – 80.

As joias são exibidas por 759 expositores.

A mostra é dividida em setores e há um serviço de transporte para o Hall of Universe e para o Village – espaço que abre à noite com bares e restaurantes.

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