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A parada mais profunda do mundo

No futuro: saída de Milão...próxima parade em Sedrun, nas montanhas.

(Visiun Porta Alpina)

Engenheiros suíços querem construir a estação de trem mais profunda do mundo. Ela estará a mais de mil metros abaixo da superfície dos Alpes.

O cantão dos Grisões, onde a obra será realizada, acaba de fazer um pedido oficial de financiamento ao governo federal suíço.

O projeto se chama “Porta Alpina”. Esse poderá ser o nome de uma estação de trem nunca antes vista no mundo.

Se aprovado o financiamento pelo governo federal suíço, ela será construída junto com o novo túnel que está sendo cavado no Gotthard, o maciço de montanhas alpinas que abre caminho da Suíça para a Itália.

“Essa é uma realização nunca antes vista no mundo”, se entusiasma Marc Cathomen, empresário e um dos iniciadores do projeto. “Nós prevemos a construção de um túnel de mil metros onde o passageiro irá encontrar um elevador, que descerá ainda mais 800 metros”.

O projeto não é apenas o sonho de um visionário. O túnel e a cavidade para o elevador já existem e permitem aos operários e máquinas, que trabalham para abrir o novo túnel do Gotthard, de ter acesso à obra a partir de um pequeno povoado chamado “Sedrun”, no cantão dos Grisões.

O novo túnel do Gotthard é uma obra, cujos custos estão avaliados em mais de 10 bilhões de dólares. Logo que entrar em serviço, possivelmente em dez anos, ele irá permitir que trens, viajando a uma velocidade de mais de 200 quilômetros por hora, liguem o norte da Itália com o norte da Suíça. A duração de uma viagem entre Zurique e Milão será reduzida assim, pela metade.

O projeto de Marc Cathomen e seus colegas reunidos no grupo de interesse intitulado “Visiun Porta Alpina” consiste em criar uma estação subterrânea de trem no meio do túnel. A “Porta Alpina” funcionaria como uma porta de acesso dos Alpes para os habitantes de Zurique e Milão.

“Primeiramente as pessoas nos ridicularizavam”, se lembra Marc Cathomen. “Porém nunca perdemos a confiança, sabendo que seria possível mudar a opinião das pessoas através de uma campanha informativa.”

Parada seria redenção para habitantes da região

Recentemente o governo do cantão dos Grisões e a Universidade de St. Gallen publicaram um estudo sobre a viabilidade da estação subterrânea de trem.

Ele mostra que a sua construção teria custos relativamente modestos: 29 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, o projeto poderia fazer milagres para a economia combalida de Sedrun e outros povoados do vale de Surselva, no cantão dos Grisões.

Calcula-se que pelo menos 50 mil novos turistas viriam à região para esquiar, jogar golf ou mesmo caminhar nas suas trilhas.

Localizado apenas uma hora distante de Milão e Zurique, o vale de Surselva se transformaria num local atrativo para viver e trabalhar. Ao mesmo tempo, os impostos recolhidos nessas novas atividades seriam suficientes para financiar os custos anuais de funcionamento da estação.

Oposição

“A maior parte dos habitantes do vale apóia o projeto, porém ainda existem os céticos”, lembra Martina Bischof, chefe do departamento de turismo local. “Uma ou outra pessoa acreditam que nossas pequenas e românticas aldeias serão desfiguradas pelo aumento do turismo e da infra-estrutura necessária”.

Porém a oposição mais forte não vêm dos habitantes do vale. A Rede Ferroviária Federal (CFF) um dos veementes críticos do projeto em Sedrun. De fato, a companhia estatal suíça de trens não está muito interessada que uma parada seja construída no meio do seu túnel de bilhões de dólares.

“O novo túnel do Gotthard é um projeto de alto custo. Por isso, queremos aproveitar ao máximo das suas capacidades. Ora, se o trem expresso for obrigado a parar no meio dos Alpes para desembarcar ou embarcar algumas dezenas de passageiros, esse projeto estará sendo podado”, argumenta Christian Kräuchi, porta-voz da CFF.

O governo federal ainda não tomou uma decisão, que deve sair nos próximos anos.

Por enquanto Marc Cathomen e seu grupo continuam a acreditar nas chances do projeto. Ele está convencido sobre a importância da estação.

“Imagine um dia cinzento e de chuva em Milão. Seus habitantes só precisam tomar um trem e viajar em uma hora para Sedrun. Aqui eles já terão o sol e a neve que precisam. Isso é o paraíso e por isso a idéia tem de ser realizada”.

swissinfo, Dale Bechtel em Sedrun
adaptação de Alexander Thoele


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