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A Suíça também ajuda a Grécia em fogo

Os Super Pumas suíços se juntarão aos demais aparelhos enviados pela comunidade internacional.

(Keystone)

Os violentos incêndios que se alestram há quatro dias no sul e no leste da Grécia já provocaram 63 mortos até agora. A Antiga Olímpia pode ser salva mas novos focos de incêndio surgiram.

Reforços enviados pela comunidade internacional apóiam os bombeiros gregos. Quatro helicópteros suíços foram enviados nesta segunda-feira (27).

Um dos helicópteros de tipo Super Puma do exército suíço, saiu esta manhã do Kossovo e chegou a Atenas por volta de meio-dia. Outros três aparelhos do mesmo tipo decolaram da Suíça e voam para a Grécia, afirmou Toni Frisch, responsável da ajuda humanitária suíça.

"Estou contente de termos reagido rapidamente, declarou Frisch. A Suíça dá assim sua contribuição na luta contra esses sinistros". Cada um desses aparelhos tem capacidade de 2.500 litros de água.

Dois especialistas suíços estão na Grécia desde domingo e os helicópteros transportam outros 30 técnicos, especialistas da ajuda humanitária de urgência. A primeira tarefa será avaliar as necessidades imediatas das populações atingidas.

Reforços internacionais

Mais de trinta focos de incêndio continuam a se alastrar no oeste e no sul da penínsola do Peloponeso, onde se encontram as frentes mais importantes, impossiveis a controlar por enquanto devido um vento de mais 70 Km/hora. A ilha de Eurbée, ao norte de Atenas, também foi gravemente atingida.

A França enviou quatro aviões bombardeiros de água de tipo Canadair. Aviões e helicóperos também foram enviados pela Itália, Sérvia, Israel, Eslovênia, Espanha, Romênia, Alemanha, Holanda e Áustria. O governo grego também pediu ajuda aos Estados Unidos e à Rússia.

No total, mais de 800 bombeiros gregos lutam contra as chamas, auxiliados por dezenas de bombeiros vindos do estrangeiro.

Berna acompanha a situação

Segundo um balanço provisório, a catástrofe provocou 63 mortes até agora. Várias dezenas de pessoas estão desaparecidas. Nenhum suíço está entre as vítimas mas Gerna acompanha a situação em permanência.

A ministra das Relações Exteriores e atual presidente do país, Micheline Calmy-Rey, já enviou condolências às autoridades gregas.

A Antiga Olímpia

"Estamos à beira de uma catástrofe nacional, é sem precendentes", afirmou domingo o porta-voz dos bombeiros gregos Nikolaos Diamantis. Estes são os incêndios florestais mais graves em todo o mundo há mais de 150 anos.

Domingo, as chamas chegaram muito perto da prestigiosa Antiga Olímpia, sitio clasificado pela Unesco como patrimônio mundial da humanidade. O pior pode ser evitado mas ainda existe um número importante de bombeiros no local para protegê-lo.

"Certos objetos de museus não poderiam ser restaurados se fossem destruídos. Em um sítio antigo, as pedras são frágeis e podem se degradar rapidamente", explicou domingo à rádio suíça RSR Thierry Theurillat, secretário científico da Escola Suíça de Arqueologia, na Grécia.

Atos criminosos

Novos focos de incêndio surgiram domingo, notadamente em Phiotida, no centro do país e na região noroeste e na ilha de Cephalônia (oeste). O novo foco declarado segunda-feira de manhã no monte Hymette, a menos de 10 kms do centro de Atenas, foi controlado.

No plano político, há uma polêmica em curso, quando se aproximam as eleições legislativas, acerca da suposta origem criminosa de muitos desses incêndios e da atitude das autoridades frente à catástrofe. Ao todo, 33 pessoas foram oficialmente incriminadas desde junho: 15 por incêndio voluntário e 18 por negligência.

Um promotor determinou segunda-feira /27) a abertura de um inquérito para determinar se os graves incêndios podem ser considerados como atos terroristas, anunciou o Ministério grego da Ordem Pública.

swissinfo com agências

Poucos turistas

Os territórios atingidos pelos incêndios, como o Peloponeso, são geralmente pouco freqüentados pelos turistas.

Os turistas suíços, por exemplo, costuram ir a ilhas como a de Creta, por exemplo.

Cerca de 12 milhões de turistas europeus por ano vão à Grécia. O país, que tem 11 milhões de habitantes, recebe ainda quase 4 milhões de turistas não europeus, por ano.

A Grécia é o destino de "última hora" preferido pelos suíços.

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