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ABB poda mais de 10 mil empregos

O grupo reorienta suas atividades.

(Keystone)

O gigante suíço-sueco da área de energia e automoção prevê economia de US$ 800 milhões até meados de 2004.

Indica agora que 2/3 dessa economia serão às custas dos trabalhadores do grupo, que emprega mais de 146 mil pessoas no mundo e 6.500 no Brasil.

ABB continua em dificuldades e enfrenta a mais grave crise de sua história.

A cifra de146 mil pessoas que emprega atualmente já representa 13 mil a menos que em meados de 2001. Ora, a atual reestruturação da empresa vai mais fundo, indicou na sexta-feira, 8 de novembro, o novo patrão da ABB, Jürgen Dormann.

Segundo Dormann "o número de supressões de postos de trabalho será superior a 10 mil", declarou, acrescentando que a multinacional vai vender os setores da petroquímica (12 mil empregados) e construção (10 mil).

E porta-voz da empresa vai - ativa na construção de barragens hidrelétricas e centrais nucleares - mais longe ao indicar que uma vez aplicado o atual programa de "emagrecimento", os efetivos do grupo devem oscilar em torno de 100 mil pessoas. "O grupo será menor e mais rentável", realçou.

Pente fino

Em 24 de outubro, Jürgen Dormann, que assumiu em setembro, havia anunciado o plano de economia de 800 milhões de dólares, depois que o plano precedente de 500 milhões ter sido descrito como "um fracasso".

E agora ABB indicou que dois terços das economias previstas devem resultar de cortes de empregos, depois de passar ao pente fino as empresas do grupo em todos os países. Ao mesmo tempo, a multinacional se reorienta, conservando apenas suas atividades originais.

O credo de Dormann é "maior transparência e simplificação de estruturas". E não se duvida que ele leve em frente seu programa. Ele que, com "mão de mestre" já endireitara o grupo farmacêutico alemão, Hoechst.

O novo patrão colocou as cartas na mesa. Já foram revistos os objetivos do grupo para este ano: 1,5% de rentabilidade e não 4% como se almejava.

swissinfo com agências.

Breves

"Precisamos de mudanças rápidas e radicais", diz patrão de ABB.

E acrescenta: "Iremos identificar os postos de trabalho a suprimir examinando a situação da Escandinávia à África do Sul e da Bolívia à China".

ABB tem 8 fábricas no Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

O grupo vem atuando no Brasil desde 1912, quando participou na instalação do bondinho do Pão de Açúcar...

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