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Abre-se o festival de cinema dos "países do Sul"

Cartaz do Festival 2004.

(RTS)

De 21 a 28 de março realiza-se nova edição do Festival Internacional de Filmes de Friburgo consagrado a filmes praticamente excluídos dos circuitos de distribuição.

O Brasil concorre com “Onde Anda Você”, de Sérgio Rezende, ao grand prix e a outros prêmios.

O Festival Internacional de Filmes de Friburgo (FIFF) deste ano de 2004 reúne 113 produções de 37 países. Todos os filmes são de nações em desenvolvimento ou que tratem de problemáticas desses “países do Sul”.

O FIFF, que está em sua 18ª. edição, tornou-se para esse setor de produção da África, Ásia e América Latina a vitrine européia que oferece melhores perspectivas de conhecimento e reconhecimento.

Os destaques

Além de 13 longa-metragens que disputam o grand prix “Olhar de Ouro” e dos 10 curta também em competição, os destaques deste ano são:

– uma retrospectiva dos “cinemas da Ásia Central” (Cazaquistão, Quirguizistão, Uzbesquistão, Tadjiquistão e Turcomenistão);

– um enfoque, pelo cinema e pela palavra, da atual crise argentina e os conseqüentes conflitos sociais, com a participação do prestigiado diretor Fernando Solanas que em fevereiro recebeu um “urso de ouro” no Festival de Berlim pelo conjunto de sua obra.

– Um seção de 12 filmes que abordam a questão da fronteira - física ou imaterial - elaborada pela especialista norte-americana em questões mexicanas e em cinema, Joanne Hershfiled, e o diretor camaronês Jean-Pierre Bekolo.

“Filmes que questionam”

O festival busca apresentar não apenas películas de qualidade estética, mas filmes “que interpelam, comovem e questionam com pertinência um mundo em mutação”, diz o presidente do FIFF, Jean-François Giovannini.

Uma ilustração dessa apreciação é o documentário “Memoria del Saqueo” (2003, 118min), a última obra de Solanas. Projetado hors-concours na abertura do festival, o filme, que descreve a crise econômica Argentina, revela-se uma denúncia em regra da corrupção e da dilapidação do erário público no período Menem.

Isso não quer dizer que o festival seja um evento carrancudo. Os filmes selecionados e em particular os documentários, com freqüência jogam com o humor e com a ironia.

“Onde Anda Você?”

“Onde Anda Você”( 2003, 100min), por exemplo, é uma comédia. Uma comédia agridoce sobre um palhaço decadente que procura reviver o sucesso do passado, já longínquo. Segundo crítico que já teve oportunidade de ver a obra, ela presta homenagem a conhecidos palhaços como Chaplin, cuja miséria é lembrada em Luzes da Ribalta (1952).

No filme, “a camaradagem dos amigos salva (o protagonista) Felício do esquecimento e permite com um toque de filosofia e ironia preencher o vazio que deixam uma carreira cheia de lembranças e de sucessos...”.

Em Friburgo “Onde Anda Você” está programado para dias 23 (18:30) e 27 (20:30).

swissinfo, J.Gabriel Barbosa

Breves

- De 21 a 28 de março, o Festival de Friburgo apresenta 113 filmes de 37 países.

- Seu objetivo principal é aproximar povos e culturas através do cinema.

- Treze obras de ficção – entre as quais o filme brasileiro “Onde Anda Você” – e dez documentários concorrem a diferentes prêmios. O mais prestigioso é o “Regard d’Or (olhar de ouro), oferecido pelo estado e a cidade de Friburgo.

- O festival apresenta uma retrospectiva original sobre o cinema da Ásia Central, com obras inéditas ou proibidas durante o regime comunista.

- A crise Argentina ocupa bastante espaço, sendo ilustrada por documentários e uma exposição de fotos. Um seminário, dirigido por Fernando Solanas, que abre o festival com o filme “Memoria del Saqueo”, constitui também oportunidade para debater a questão.

- A produção asiática predomina nesta 18ª. Edição, confirmando tendência dos últimos anos. Mas a América Latina não é desleixada.

- O FIFF será encerrado com uma pré-estréia da comédia “Moi e mon blanc” (Eu e meu branco), do cineasta Pierre S. Yameogo, de Burkina Faso.

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