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Acionistas do UBS aprovam estratégia, apesar das críticas

O acionista Thomas Minder é contido pela segurança durante a assembléia.

(Keystone)

A direção do União de Bancos Suíços (UBS), maior banco suíço, impôs todas as suas propostas na assembléia extraordinária, quarta-feira. Assim, o fundo GIC, de Cingapura, tornou-se o maior acionista.

Mas a direção teve de enfrentar críticas duras dos pequenos acionistas, furiosos com o péssimos resultados de 2007.

No total, 6.454 acionistas compareceram quarta-feira à assembléia extraordinária do UBS, em Basiléia (noroeste). A assembéia foi uma verdadeira maratona que durou sete horas, com intervenções aplaudidas ou vaiadas, levando o presidente do conselho de administração Marcel Ospel a sair da sala várias vezes.

"Pinóquio da finança", "roubo", "lamentável" foram alguns dos termos expressos na tribuna por pequenos acionários em cólera. Marcel Ospel respondeu calmamente a muitas intervenções.

Em uma ocasião ele ficou atônito, quando Thomas Minder, patrão da empresa de cosméticos Trybol que lançou a iniciativa popular constra os salários abusivos dos altos executivos (ver história relativa), foi levado para fora da sala pelos seguranças, depois de tentar entregar um documento a Ospel.

Antes de sair da sala, o empresário ainda teve tempo de declarar: "os dois milhões de salário que o sr. ganha são incomprensíveis, sr. Ospel. O seu trabalho não vale um centavo!".

Apreciação errônea

Em seu discurso de abertura da assembléia, Marcel Ospel reconheceu que o banco tinha cometido erros. "Apreciamos mal certas evoluções, não há qualquer dúvida", afirmou.

Ele acrescentou que era "dever" do conselho de administração assumir suas responsabilidades, sem se preocupar com sua popularidade. Implicitamente, ele justificou manter-se na direção do banco.

Ospel defendeu-se afirmando que "os problemas foram identificados" e que "as medidas necessárias foram aplicadas", lembrando que o banco continua a ser o primeiro do mundo em gestão de fortuna.

Debates intermináveis

Somente no primeiro ítem da ordem do dia, o exame detalhado das contas reclarou pela fundação Ethos e Fundos Pictet, teve 52 intervenções. Finalmente, apenas metade dos acionistas falaram na tribuna, cujas intervenções eram limitadas a 5 minutos por pessoa.

Depois quatro horas e meia de debates, os acionistas rejeitaram a proposta da Ethos, apesar dela ter obido mais de 40% dos votos presentes. Porém, foram muitas as críticas contra a má gestão de riscos, a falta de transparência e sobretuo os bônus faraminosos milionários - mais de 10 bilhões de francos pagos em 2007. "Nós não recebemos bônus mas pagamos os prejuízos", afirmou um acionista, sob aplausos.

O segundo ponto da agenda, que propunha pagar os dividendos 2007 em ações e não em dinheiro, não foi contestado e aprovado em meia ora.

Maioria esmagadora

O terceiro ponto da ordem do dia era decisivo para o banco mas muitos acionistas já não estavam presentes. Por maioria esmagadora, a proposta de aumento do capital do UBS foi amplamente aprovada.

Assim, 13 bilhões de francos suíços serão integrados ao capital do UBS, sob forma de uma emissão de dívida em ações. 11 bilhões serão subscritos exclusivamente pelo fundo GIC, de Cingapura, o restante por um acionista do Oriente Médio, anônimo. A decisão torna o GIC O principal acionista do UBS, com 9% do capital, quando as obrigações forem convertidas.

O exame das contas será feito na próxima assembléia geral ordinária, dia 23 de abril.

Boa reação do mercado

Os mercados financeiros e os analistas reagiram de maneira positiva à decisão dos acionistas de aumentar o capital. No entanto, todos reconhecem que os pequenos acionistas obtiveram um sucesso de estima.

O Ministério das Finanças (DFF) elogiou a decisão. O UBS terá um capital como todo grande banco deve ter para enfrentar as futuras turbulências do mercado, afirmou Dieter Leutwyler, porta-voz do DFF.

Ao final de uma jornada que era indecisa, a decisão dos acionistas deu novo vigor às ações do UBS na Bolsa Suíça. Pouco depois da decisão, as ações ganharam 1,7% a 37,72 francos e, posteriormente, recuou a 37,28, no fechamento, 0,5% a maiso do que no dia anterior.

swissinfo com agências

Um banco na tormenta

Produto da fusão em 1997 da Sociedade de Bancos Suíços (SBS) com o União de Bancos Suíços, o UBS é o maior banco suíço e segundo mundial. Emprega 80 mil pessoas.

Nos últimos anos, o UBS anunciava regularmente lucros de bilhões de francos.

No final de janeiro último, o UBS anunciou pela primeira vez perdas enormes (4,4 bilhões de francos) para o exercício 2007.

A causa está essencialmente ligada à crise hipotecária nos EUA, conhecidas como «subprimes».

Os mercados sancionaram essa evolução negativa. Desde o início de 2008, as ações do UBS perderam um terço do valor.

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