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Acordo com o Mercosul Indígenas brasileiros lutam contra acordo comercial com a Suíça

Representantes da comunidade indígena brasileira alertaram a Suíça contra a ratificação do acordo de livre comércio com os países do Mercosul. Eles dizem que o acesso mais fácil ao mercado seria feito às custas do meio ambiente e da população indígena.

Indigenous Brazilian activists in Bern

Kreta Kaingang, Sonia Guajajara e Elizeu-Guarani Kaiowà na conferência de imprensa em Berna

(Keystone)

"Qualquer pessoa que se sinta comprometida com o meio ambiente não pode apoiar este acordo de livre comércio", disse Sonia Guajajara, secretária-geral da organização indígena APIBLink externo, em entrevista coletiva em Berna na quinta-feira (7). 

Junto com outros oito representantes da população indígena brasileira, Guajajara está em uma turnê europeia para lutar contra o acordo de livre comércio. 

O acordo entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE e da EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) trata principalmente dos lucros das empresas e não do bem-estar das pessoas e do ambiente, afirmou. 

Guajajara disse estar muito preocupada com as políticas do presidente brasileiro Jair Bolsonaro. "Este ano tem visto não só mais desmatamento e queimadas, mas também mais mortes de povos indígenas", disse. 

"Quando compram soja, carne bovina, óleo de palma ou ouro de territórios protegidos no Brasil, estão comprando sangue indígena", disse o líder indígena Elizeu Guarani Kaoiwà. 

"Para Bolsonaro, uma planta de soja é mais valiosa do que uma árvore, e a cabeça de uma vaca é mais valiosa do que a cabeça de um indígena. A ratificação do acordo faria do genocídio em nosso país uma realidade", disse. 

Segundo a Sociedade de Povos AmeaçadosLink externo, a situação dos cerca de 900 mil indígenas e a destruição da floresta amazônica piorou drasticamente desde que Bolsonaro tomou posse no início do ano. 

"Marco importante" 

O ministro da Economia da Suíça, Guy Parmelin, disse em agosto que o acordo EFTA-Mercosul foi um "marco importante" na ampliação da rede comercial da Suíça. 

"Os exportadores suíços precisam de uma estrutura confiável para se afirmarem nos turbulentos mercados mundiais", disse, acrescentando que a Suíça prestou atenção especial aos produtos agrícolas, bem como às questões de propriedade intelectual. 

Um comunicado do Ministério da Economia suíço disse que cerca de 95% das exportações suíças para a área do Mercosul, que é composta por 260 milhões de habitantes, estariam livres de tarifas. As barreiras técnicas ao comércio seriam abolidas, os prestadores de serviços suíços teriam acesso mais fácil aos mercados e as relações econômicas bilaterais seriam fortalecidas. 

A ratificação está prevista para 2021, após revisão jurídica e aprovação do acordo no parlamento.



swissinfo.ch/fh

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