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Homem afetado pela poliomelite anda em sua cadeira de rodas em Plateau, Nigéria, no dia 16 de julho de 2015

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A África comemorou nesta quarta-feira um ano sem novos casos de poliomelite no continente, uma etapa importante, embora não a última - segundo a ONU - até a erradicação em nível mundial desta doença altamente contagiosa, incurável e às vezes mortal.

O último caso conhecido de pólio foi registrado na Somália em 11 de agosto de 2014, que foi afetada por uma grande epidemia e se tornou o país endêmico mais prejudicado.

"Não tivemos novos casos de pólio há um ano (na Somália), apesar de todos os desafios que o país tem", explicou à AFP o diretor do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na Somália, Steven Lauwerier.

"Não queremos nunca mais ver uma criança somali paralisada por este vírus que pode ser prevenido. O que significa que devemos seguir apoiando as campanhas de vacinação para nos assegurarmos de que a pólio está completamente erradicada", completou.

O Unicef, que tem um papel-chave nas campanhas de vacinação, comemorou esta "extraordinária conquista", embora tenha alertado que "nem tudo está terminado".

Deve-se esperar dois anos sem novos casos para que uma região seja considerada totalmente livre da doença. Não se descarta o fato de que casos isolados não tenham sido registrados.

O vírus havia reaparecido na Somália em maio de 2013, quando se acreditava que a pólio havia sido erradicada no país desde 2007.

Até essa nova epidemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerava essa doença como 99% erradicada, considerando que em 2012 foram registrados somente 223 casos frente a 350.000 em 1988.

A pólio, uma doença incurável que afeta principalmente crianças menores de cinco anos, é facilmente evitada graças a uma vacina eficaz, de fácil administração e barata.

Um em cada 200 infectados desenvolve paralisia irreversível e de 5% a 10% dos paralisados têm morte por asfixia, já que os músculos respiratórios param de funcionar.

AFP