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África do Sul garante acesso às vacinas contra a covid-19

Orla da praia de Umhlanga em Durban, África do Sul afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. dezembro 2020 - 18:40
(AFP)

A África do Sul, o país africano mais afetado pela pandemia do novo coronavírus, com mais de 930.000 casos registrados, anunciou nesta terça-feira (22) que se juntou ao dispositivo Covax para ajudar os países mais pobres a terem acesso à vacina contra a covid-19.

"Adiantamos 19,2 milhões de dólares (15,8 milhões de euros) à Aliança para as Vacinas (GAVI) para garantir a entrada da África do Sul no dispositivo", declarou o Ministério da Saúde sul-africano em um comunicado.

Este valor representa o custo das vacinas para apenas 10% da população da primeira potência econômica do continente, ou seja, quase seis milhões de pessoas, segundo o ministério.

Essa participação foi financiada com o fundo de solidariedade que o país lançou no início da crise sanitária, para apoiar os esforços econômicos do governo sul-africano no combate à pandemia.

"Não há dúvidas de que uma vacina contra a covid-19 terá um papel importante para ajudar a África do Sul a combater o vírus", declarou a presidente do fundo, Gloria Serobe, no comunicado.

O dispositivo Covax, lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a GAVI, engloba cerca de 190 países, dos quais mais de 90 têm nível de renda baixo ou médio.

Até o momento, obteve pouco mais de 1,6 bilhão de euros (1,9 bilhão de dólares), mas em 2021 precisará de cerca de 3,8 bilhões de euros a mais (4,6 bilhões de dólares).

As autoridades de saúde sul-africanas pretendem aprovar as primeiras vacinas antes do segundo trimestre de 2021, apontou a GAVI nesta terça-feira em um comunicado.

Em dezembro, houve dias em que a África do Sul registrou mais de 10.000 novos casos e cerca de 25.000 mortes por covid-19.

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